- Sessenta e quatro por cento dos jovens têm até 34 anos, mas apenas 34,3% praticam atividade física; 74,3% dos não-praticantes têm interesse em começar.
- As barreiras emocionais e sociais impedem a transição, com 13,5% não se sentindo bem no ambiente das academias e 12,3% com vergonha por não saber usar os aparelhos.
- Nas redes, 93% das jovens entre 18 e 24 anos já pensaram em fazer procedimento estético; 71% se comparam com o que veem online, 30% se sentem inseguros e 23% frustrados.
- Homens valorizam musculação e lutas, enquanto mulheres preferem aulas coletivas e dança; 15,3% das mulheres não se sentem bem nas academias, contra 12,2% dos homens.
- A discussão aponta que cuidar da saúde deve ser prioridade de bem-estar, e não validação externa; ambientes mais inclusivos podem reduzir a pressão pelo corpo perfeito.
O estudo exclusivo do Terra Insights, voltado ao mercado de academias, aponta um dilema: 74,6% dos entrevistados têm até 34 anos, mas apenas 34,3% pratica atividade física. Apesar disso, 74,3% dos não praticantes demonstram interesse em começar a treinar.
Barreiras emocionais e sociais aparecem como entraves à adesão. Ainda segundo a pesquisa, 13,5% não se sentem à vontade nos ambientes das academias e 12,3% desejam treinar, mas temem saber usar os aparelhos. A sensação de não pertencimento amplia a evasão.
Pressão nas redes e padrões estéticos
Uma pesquisa da État Pur com o Instituto Plano de Menina aponta que 93% das jovens entre 18 e 24 anos já cogitaram procedimentos estéticos, como rinoplastia ou lipo. O estudo também mostra que 71% costumam se comparar com o que veem nas telas.
Essa comparação frequente resulta em insegurança para 30% das jovens e frustração para 23%. A cirurgiã plástica Abdulay Ezequiel observa que filtros digitais distorcem a imagem corporal, levando a intervenções para alcançar padrões irreais.
Diferenças de gênero e sensação de exclusão
Dados do levantamento indicam que homens tendem a buscar musculação e lutas, enquanto mulheres exibem maior interesse por aulas coletivas e dança. A sensação de desconforto é maior entre as mulheres: 15,3% relatam desconforto no ambiente, ante 12,2% entre os homens.
A pressão estética, associada à valorização da aparência, contribui para a exclusão de quem não se encaixa no modelo vigente. Especialistas destacam a necessidade de ambientes mais inclusivos para reduzir esse efeito.
Saúde ou validação? Caminhos possíveis
A dermatologista Paula de Rezende Salomão enfatiza que cuidar da aparência pode promover bem‑estar, desde que seja escolha consciente, não imposição social. Quando a autoestima depende do julgamento externo, surgem impactos negativos.
Para transformar a intenção em hábito, o mercado precisa investir em saúde mental e qualidade de vida. Acolhimento a iniciantes e ambientes mais inclusivos aparecem como estratégias para reduzir a pressão do corpo perfeito e incentivar a prática regular.
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