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Excesso de tempo sentado: 8 sinais de alerta no corpo

Especialista alerta que o tempo prolongado sentado amplia riscos musculoesqueléticos, circulação e fadiga, com oito sinais de alerta e dicas para reduzir impactos

O corpo costuma dar sinais de que está sofrendo com a falta de movimento, mas muitas vezes esses alertas são ignorados (Imagem: PerfectWave | Shutterstock) - (crédito: EdiCase)
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  • Dores frequentes nas costas, especialmente na lombar, por ficar muitas horas na mesma posição.
  • Rigidez no pescoço e nos ombros causada pela tela e pela tensão muscular.
  • Formigamento nas pernas devido à circulação prejudicada e compressão de nervos.
  • Inchaço nos pés e tornozelos pela dificuldade de retorno venoso.
  • Dificuldade para manter boa postura e queda da flexibilidade com o tempo.

Com a popularização do trabalho remoto e o aumento do uso de telas, permanecer sentado por longos períodos tornou-se rotina para muitas pessoas. O hábito pode parecer inofensivo, mas impacta a saúde musculoesquelética, cardiovascular e até mental.

Especialistas destacam que sinais do corpo costumam indicar que a inatividade está prejudicando a organização corporal. O ortopedista Dr. João Grangeiro, diretor médico da ABBR, ressalta que identificar esses sinais precocemente ajuda a prevenir problemas mais graves.

A seguir, oito sinais que indicam efeitos do tempo excessivo na posição sentada.

Sinais de alerta

1) Dores frequentes nas costas

A sobrecarga na região lombar pode surgir ao longo de horas sentadas, sobretudo com postura inadequada.

2) Rigidez no pescoço e nos ombros

Horas olhando para telas geram tensão muscular e desconforto na região cervical.

3) Formigamento nas pernas

Circulação prejudicada e compressão de nervos podem provocar dormência nos membros inferiores.

4) Inchaço nos pés e tornozelos

A pouca movimentação dificulta o retorno venoso, favorecendo edema ao longo do dia.

5) Perda de flexibilidade

Músculos e articulações tendem a ficar mais rígidos com a imobilidade prolongada.

6) Cansaço constante

O sedentarismo afeta o metabolismo e reduz a disposição, mesmo sem esforço físico intenso.

7) Ganho de peso

Menor gasto energético facilita o acúmulo de gordura e eleva o risco de obesidade.

8) Dificuldade para manter boa postura

Músculos estabilizadores da coluna podem enfraquecer com o tempo, complicando a postura.

Como reduzir os impactos

Dr. Grangeiro orienta que pequenas mudanças já ajudam: levantar-se a cada 50 ou 60 minutos para caminhar e alongar, evitando longos períodos na mesma posição. A prática regular de atividades físicas completa a medida de mitigação.

Dores persistentes, limitações de movimento ou desconfortos frequentes devem ser avaliados por um profissional de saúde para evitar a progressão de problemas musculoesqueléticos.

  • Por Júlia Vianna

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