- Dores frequentes nas costas, especialmente na lombar, por ficar muitas horas na mesma posição.
- Rigidez no pescoço e nos ombros causada pela tela e pela tensão muscular.
- Formigamento nas pernas devido à circulação prejudicada e compressão de nervos.
- Inchaço nos pés e tornozelos pela dificuldade de retorno venoso.
- Dificuldade para manter boa postura e queda da flexibilidade com o tempo.
Com a popularização do trabalho remoto e o aumento do uso de telas, permanecer sentado por longos períodos tornou-se rotina para muitas pessoas. O hábito pode parecer inofensivo, mas impacta a saúde musculoesquelética, cardiovascular e até mental.
Especialistas destacam que sinais do corpo costumam indicar que a inatividade está prejudicando a organização corporal. O ortopedista Dr. João Grangeiro, diretor médico da ABBR, ressalta que identificar esses sinais precocemente ajuda a prevenir problemas mais graves.
A seguir, oito sinais que indicam efeitos do tempo excessivo na posição sentada.
Sinais de alerta
1) Dores frequentes nas costas
A sobrecarga na região lombar pode surgir ao longo de horas sentadas, sobretudo com postura inadequada.
2) Rigidez no pescoço e nos ombros
Horas olhando para telas geram tensão muscular e desconforto na região cervical.
3) Formigamento nas pernas
Circulação prejudicada e compressão de nervos podem provocar dormência nos membros inferiores.
4) Inchaço nos pés e tornozelos
A pouca movimentação dificulta o retorno venoso, favorecendo edema ao longo do dia.
5) Perda de flexibilidade
Músculos e articulações tendem a ficar mais rígidos com a imobilidade prolongada.
6) Cansaço constante
O sedentarismo afeta o metabolismo e reduz a disposição, mesmo sem esforço físico intenso.
7) Ganho de peso
Menor gasto energético facilita o acúmulo de gordura e eleva o risco de obesidade.
8) Dificuldade para manter boa postura
Músculos estabilizadores da coluna podem enfraquecer com o tempo, complicando a postura.
Como reduzir os impactos
Dr. Grangeiro orienta que pequenas mudanças já ajudam: levantar-se a cada 50 ou 60 minutos para caminhar e alongar, evitando longos períodos na mesma posição. A prática regular de atividades físicas completa a medida de mitigação.
Dores persistentes, limitações de movimento ou desconfortos frequentes devem ser avaliados por um profissional de saúde para evitar a progressão de problemas musculoesqueléticos.
- Por Júlia Vianna
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