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Dermatologistas pedem parar 7 hábitos de higiene do bebê

Especialistas dizem que álcool no umbigo, talco, buchas e lenços com álcool prejudicam a pele delicada do bebê; menos é mais

Banho no bebê na banheira — Foto: Andreas Resch/Pexels
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  • Lenços umedecidos com álcool, fragrâncias ou conservantes podem alterar o pH da pele do bebê; prefira água morna com algodão macio ou lenços 100% água, usados apenas quando necessário, sem esfregar.
  • Buchas, esponjas ou luvas de banho acumulam bactérias e podem causar microabrasões; as mãos limpas e suaves do cuidador são o melhor instrumento para a higiene diária.
  • Banhos longos removem a proteção natural da pele e aumentam o ressecamento; limite a duração para cinco a sete minutos, e prefira banho de imersão de cinco a dez minutos com água entre 35,9 °C e 37,5 °C, usando sabonete apenas onde há sujeira.
  • Talco ou pós podem provocar crostas nas dobrinhas e riscos à saúde respiratória se inalados; a prevenção de assaduras inclui troca frequente de fralda e limpeza adequada, deixando a pele respirar.
  • Colocar álcool no umbigo não é recomendado; limpe apenas com água e sabão neutro e seque bem; aplicar objetos ou fragrâncias pode irritar a pele sensível do recém-nascido.

A maternidade recebe uma enxurrada de conselhos, muitos herdados de gerações anteriores. No cuidado com o recém-nascido, pele é fina e em desenvolvimento, exigindo atenção aos hábitos diários. Especialistas destacam práticas que podem prejudicar a barreira cutânea do bebê.

Pesquisas e recomendações são baseadas em orientações de pediatra neonatologista e de especialistas em dermatologia infantil. A ideia central é evitar agressões à pele delicada, mantendo higiene adequada com menos produtos e menos fricção.

O que mudou na higiene do bebê

O que acontece: hábitos comuns são revisitados para evitar irritação na pele sensível do recém-nascido. Quem está envolvido: a pediatra neonatologista Gabriela Melara, da Maternidade Brasília, e a especialista em dermatologia infantil Ingrid. Quando: recomendações atuais a partir de hoje. Onde: no cuidado doméstico. Por quê: para preservar a barreira cutânea em desenvolvimento.

1) Lenços umedecidos na troca de fralda

O que acontece: privilégios para água morna com algodão ou lenços 100% água, sem perfume. Por quê: muitos produtos contêm álcool e fragrâncias que alteram o pH da pele.

Quem está envolvido: orientação de Ingrid e Gabriela. Como fazer: usar água morna e tocar suavemente, sem esfregar. Quando necessário: apenas se não houver água limpa disponível.

2) Buchas, esponjas ou luvas de banho

O que acontece: itens de banho podem acumular bactérias e causar microabrasões. Por quê: a pele do bebê é muito sensível. Como agir: limpar com as mãos, que devem estar limpas e macias.

3) Banhos longos

O que acontece: banhos prolongados removem parte da proteção natural da pele. Por quê: aumenta o ressecamento. Como fazer: banho de imersão recomendado com 5 a 10 minutos, água entre 35,9°C e 37,5°C.

4) Talco ou pós

O que acontece: uso de talco é desencorajado. Por quê: pode formar crostas nas dobrinhas e, se inalado, oferecer riscos respiratórios. Como prevenir: trocas de fralda frequentes, limpeza adequada e pele exposta ao ar entre trocas.

5) Álcool no umbigo

O que acontece: álcool resseca muito a pele do coto umbilical. Por quê: aumenta irritação e pode alterar a microbiota cutânea. Como agir: limpeza com água e sabão neutro, secando bem.

6) Óleos essenciais e perfumes

O que acontece: óleos essenciais são contraindicados para bebês. Por quê: podem causar queimaduras ou irritações. Como agir: evitar qualquer perfume ou fragrância na pele do recém-nascido.

7) Esfregar a pele com a toalha

O que acontece: esfregar pode ferir a pele e aumentar a perda de água. Por quê: agride a barreira cutânea em formação. Como agir: secar com toques suaves usando uma toalha macia, especialmente em pescoço, virilhas e axilas.

O que é a regra de ouro

Menos é mais na higiene do bebê. A pele é o maior órgão do recém-nascido e demanda intervenções simples. Trocar a fralda com frequência, banhos curtos e água na temperatura correta, secar com delicadeza e manter a pele respirando são práticas eficientes. Em caso de dúvida, consultar o pediatra que acompanha a criança.

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