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Comparar-se com outras mulheres aumenta sobrecarga, dizem psicólogas

Comparar-se com outras mulheres nas redes aumenta a sobrecarga mental; especialistas indicam filtrar conteúdos e trabalhar a autoestima

Mulheres sofrem com a pressão estética, e comparar-se aos outros prejudica ainda mais a saúde mental
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  • O conteúdo das redes sociais costuma ser editado, o que leva mulheres a se comparar e a sofrer mais com a saúde mental.
  • Psicólogas dizem que comparar-se com influenciadoras sem conhecer a vida real aumenta a autocobrança.
  • Recomenda-se revisar quem seguimos e questionar se a rotina mostrada é realista para a própria vida.
  • Especialistas orientam não se comparar nem com o passado nem com pessoas desconhecidas; a vida muda com o tempo.
  • O caminho indicado é trabalhar a autoestima, reduzir exigências consigo e aceitar que nem toda aparência precisa seguir padrões.

A divulgação de corpos e rotinas perfeitas nas redes sociais é alvo de discussão entre psicólogas. Elas afirmam que comparar-se com outras mulheres agrava a sobrecarga emocional e atinge a saúde mental.

Segundo a psicóloga Tassiane Valim, o que aparece nas telas nem sempre corresponde à vida real. A comparação desconsidera fatores como transporte, filhos e prioridades, o que aumenta a autocobrança entre as mulheres.

Outra especialista alerta para o perigo de comparar-se com pessoas que não conhecemos na vida além do Instagram. O tempo passa, mudanças ocorrem, e o essencial é identificar o que faz sentido para cada uma.

Indústria por trás das imagens

Especialistas apontam que há uma pressão estética sustentada por uma indústria que promove produtos e procedimentos. Mulheres com grande alcance financeiro divulgam rotinas e itens que podem não ser viáveis para todas.

A cobrança estética, segundo a socióloga Silvana Bitencourt, não reflete a realidade de muitas seguidoras. Por trás das publicações, há estratégias de marketing que incentivam compras repetidas.

A ideia de que é necessário cumprir padrões de beleza é reforçada pela presença de conteúdos que sugerem soluções rápidas para a autoestima, reforçando a sensação de inadequação quando a rotina pessoal não bate com o mostrado.

Caminhos para a autoestima

Analistas indicam que filtrar o conteúdo consumido pode reduzir o impacto negativo das imagens. Perguntar se aquele autor mostra uma rotina viável para a vida de cada uma é uma prática recomendada.

Especialistas destacam a importância de evitar comparações com o passado ou com desconhecidos. O foco deve estar no que é significativo para cada pessoa, sem pressões externas.

Também é indicado trabalhar a autoestima como forma de reduzir a vulnerabilidade diante de padrões estéticos. A resistência a pressões externas aumenta a resiliência diante de conteúdos perfeccionistas.

Outra sugestão é ajustar o nível de exigência pessoal. Aceitar que não é preciso seguir um padrão de 100% de aparência ajuda a reduzir o estresse e a buscar bem-estar de forma mais realista.

Atenção à diversidade de estilos de vida e de corpos é fundamental para uma leitura mais equilibrada das redes. Manter uma visão crítica evita que a comparação prejudique a saúde mental.

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