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Nutricionista revela a quantidade real de proteína necessária

Nutricionista aponta que a proteína indicada como mínimo é insuficiente para quem treina, envelhece ou busca emagrecer sem perder músculo

Foto colorida de alimentos em recipientes coloridos sobre mesa branca - Frutas, legumes e proteínas de qualidade costumam ser a base de dietas indicadas em fases de recuperação - Metrópoles
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  • A nutricionista Juliana Andrade diz que a proteína indicada como referência é o mínimo para não adoecer, não o suficiente para ter energia e força diárias.
  • A maioria consome proteína suficiente para não adoecer, mas fica aquém do necessário para o corpo funcionar bem em treino, envelhecimento e metas de perda de peso.
  • Quem precisa de mais proteína: quem treina regularmente, quem busca perder peso sem perder músculo, e quem tem mais de quarenta ou sessenta anos.
  • Em dietas ou tratamentos com medicações para emagrecer, pode ocorrer perda de massa muscular; por isso é importante incluir proteína em todas as refeições.
  • Dicas simples para chegar à meta: porções como filé de frango do tamanho da palma da mão, dois ovos, um copo de leite ou iogurte, uma concha de feijão e, se usar, um whey; distribuir em três a cinco refeições.

Proteína: quanto você realmente precisa consumir deixa de ser segredo de especialista. Nutricionista Juliana Andrade explica por que o valor típico não é o ideal para energia e força no dia a dia.

Ela destaca que a recomendação tradicional funciona como mínimo para evitar deficiências, não como meta de desempenho. A explicação técnica em gramas por quilo pode afastar o dia a dia do leitor.

A proteína aparece no cotidiano comumente em níveis suficientes para evitar doença, mas insuficiente para o pleno funcionamento do corpo. É como abastecer o carro só para não parar no caminho.

Quem precisa de mais proteína

Para quem não pratica exercícios regularmente, a dose básica costuma servir. Quem treina musculação ou pratica esportes com frequência precisa de bem mais proteína, quase o dobro.

Quem busca perder peso também exige mais proteína do que quem apenas mantém o peso, para preservar músculo durante a queima de gordura. Idade acima de 40 ou 60 anos aumenta essa necessidade.

Impacto de dietas e medicações

Dietas de emagrecimento costumam reduzir a ingestão de proteína, elevando o risco de perdas musculares. Medicamentos como semaglutida ou tirzepatida reduzem o apetite e podem diminuir a proteína consumida.

Em muitos casos, parte do peso perdido vem da massa muscular, não apenas de gordura. Por isso, é essencial distribuir proteína ao longo do dia em todas as fases do tratamento.

Como alcançar a meta sem exageros

Não é preciso pesar tudo ou fazer contas complexas a cada refeição. Algumas referências simples ajudam a guiar a alimentação.

Filé de frango pequeno, equivalente à palma da mão; dois ovos no café da manhã; um copo de leite ou iogurte; uma concha de feijão; um scoop de whey, para quem usa suplemento.

Distribuir proteína em 3 a 5 refeições facilita a absorção, evitando grandes picos. O corpo aproveita melhor o nutriente com doses menores e mais frequentes.

Conclusão prática

Proteína não é assunto apenas de quem levanta peso. Pequenas mudanças ajudam a envelhecer com mais força, perder gordura sem perder músculo e reduzir o cansaço diário.

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