- A ansiedade é uma reação natural de alerta; para algumas crianças, ela aparece no dia a dia com situações como final de jogo ou primeira dia de escola.
- A família deve atuar como técnico de campo: observar, orientar, ouvir e acolher, sem resolver tudo pelos filhos.
- Reforçar o reconhecimento das emoções, nomeá-las e usar estratégias como respirar devagar, ouvir música favorita, levar objeto de segurança, repetir frases positivas, ler histórias ou brincar de faz de conta.
- Preparar as crianças para situações novas envolve conversar sobre o que pode acontecer, imaginar cenários e buscar apoio quando necessário; é válido reconhecer que errar faz parte do processo.
- O apoio afetivo, com abraço e presença constante, é fundamental para que a criança perceba que pode contar com alguém ao lado durante o jogo da vida.
- Liliane Mesquita é pedagoga e psicopedagoga, coautora do livro Meu mundo é uma bola, ao lado da atriz Regiane Alves.
Em meio a situações comuns do dia a dia escolar e familiar, a ansiedade aparece como um desafio para crianças e pais. A psicopedagoga Liliane Mesquita, autora do livro Meu mundo é uma bola, junto com a atriz Regiane Alves, trazem orientações para entender esse fenômeno e agir com ênfase em acolhimento.
A ideia central é que a ansiedade não é inimiga, mas uma resposta natural que pode sair do controle. Quando aciona o sistema de defesa de forma intensa, a criança pode ficar paralisada e a família precisa atuar como suporte técnico, observando, ouvindo e orientando.
Para lidar com o tema, é essencial nomear as emoções, segundo a psicologia, e oferecer estratégias simples para acalmar o corpo. Respirar devagar, levar um objeto de segurança e ouvir música favorita aparecem entre as sugestões práticas.
Abordagem prática
Antes de qualquer intervenção, reconhecer o que a criança sente evita cobranças. Frases como eu sei que você está ansioso ajudam a reduzir a pressão e fortalecem o vínculo com a família.
A preparação prévia também é indicada. Conversar sobre possíveis situações, imaginar cenários e ler histórias pode reduzir o medo do novo, sem subestimar a experiência da criança.
Além do apoio emocional, o recurso a profissionais é considerado uma opção válida quando a ansiedade interfere no cotidiano. O acompanhamento pode favorecer o equilíbrio emocional e a continuidade das atividades.
Liliane Mesquita ressalta que o afeto é fundamental: um abraço e a expressão de que a criança não está sozinha fortalecem o apoio do time familiar. O objetivo é manter a sensação de pertencimento, independentemente do resultado.
A autora reforça que errar faz parte do processo e que buscar ajuda é uma estratégia válida para avançar. O foco está em jogar a partida com mais confiança e resiliência, não apenas no resultado.
Autoras e educadoras destacam a importância de criar um ambiente que respeite o tempo da criança. Quando a ansiedade aparece, é possível driblar o desafio com preparo, acolhimento e recursos adequados.
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