- O microagulhamento líquido, desenvolvido na Coreia do Sul, ganhou popularidade global como versão menos agressiva do método tradicional de microagulhamento.
- Em comparação com a versão tradicional, utiliza um sérum com espículas de esponjas marinhas para promover trauma cutâneo suave e estimular renovação da pele.
- Entre 2025 e 2026, as buscas online pelo procedimento aumentaram mais de 500%, com 38 mil pesquisas no último mês, segundo a Fresha.
- Benefícios relatados incluem pele mais viçosa, poros mais fechados e brilho, com prescrição semelhante ao microagulhamento tradicional; contraindicações permanecem, como acne ativa e rosácea.
- O microagulhamento líquido não substitui o procedimento clássico realizado por dermatologistas, que continua indicado para cicatrizes e outras condições, e o custo varia conforme a marca.
O microagulhamento líquido ganha espaço como uma evolução sul-coreana de um procedimento já conhecido. A versão tradicional envolve agulhas aplicadas na pele em clínica, estimulando a cicatrização e a produção de colágeno. A novidade surgiu como alternativa menos invasiva e com resultados rápidos.
A ideia surge a partir do microagulhamento clássico, criado na década de 1990 pelo cirurgião Desmond Fernandes. Nos últimos anos, coreanos passaram a desenvolver o líquido com espículas derivadas de esponjas marinhas, incorporadas a um sérum para induzir trauma controlado na pele.
Funcionamento e origem
A técnica tradicional usa agulhas milimétricas para perfurar a pele, variando o tamanho conforme o objetivo. A recuperação depende de uma cascata de cicatrização que aumenta a elasticidade da pele. No microagulhamento líquido, o sérum já vem com espículas, oferecendo estímulo menos agressivo.
Dados globais indicam forte adesão ao método. Entre 2025 e 2026, as buscas por liquid microneedling cresceram mais de 500% no mundo. No último mês, foram registradas 38 mil pesquisas sobre o tema, conforme a Fresha.
Mercado, eficácia e limitações
Especialistas relatam benefícios como aspecto mais viçoso, poros mais fechados e brilho equilibrado. A prática pode ser realizada com ou sem acompanhamento clínico, dependendo do protocolo. Em clínica, a prescrição segue critérios semelhantes ao microagulhamento tradicional, com indicações específicas.
Entre as contraindicações estão acne ativa, rosácea em crise ou feridas abertas. Recomenda-se evitar sol e produtos ácidos por 15 dias após o uso. O tratamento tradicional continua, com aplicações indicadas para cicatrizes e alguns casos de queda capilar, sempre com orientação médica.
Considerações finais
Os valores dos séruns variam bastante entre marcas, refletindo a nova linha de cosméticos associada à técnica. Embora o líquido tenha ampliado o leque estético, é essencial buscar orientação profissional para escolher o produto certo, o protocolo adequado e o momento adequado para uso. Fontes: VEJA, edição de 3 de julho de 2026.
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