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Proteção de cães e gatos em arraial com fogos e clarões

Especialistas orientam medidas para reduzir o medo de cães e gatos durante fogos de artifício, com ambiente seguro, rotina estável e manejo calmo

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  • Durante o São João, cães e gatos sofrem com fogos devido à audição mais sensível, clarões e vibrações; o barulho pode ser interpretado como ameaça.
  • Sinais comuns incluem tremores, salivação, FOCO em local seguro, fuga ou busca por colo; se a reação for repetida e intensa, pode indicar fobia.
  • Prepare a casa com portas e janelas fechadas, cortinas abaixadas e um espaço conhecido e seguro para o pet; passeios devem ocorrer antes do espetáculo para gastar energia.
  • Durante os foguetes, mantenha o animal em ambiente familiar, ofereça cama ou esconderijo, use ruído branco ou TV para abafar o som e mantenha postura calma sem punições.
  • Procure ajuda veterinária se o medo for muito intenso ou persistente; feromônios, roupas de compressão e atividade física preparada podem ajudar, e o acompanhamento pode ser necessário.

Fogos, clarões e sustos marcam os arraiais de São João, deixando cães e gatos em alerta. Com festas que se espalham por ruas, praças e clubes, pets podem enfrentar barulho intenso, movimentos rápidos e luzes repentes. Entenda como agir para evitar traumas.

Especialistas apontam que nem todo susto é fobia. Animais costumam recuar ou buscar colo e voltar ao comportamento normal após o estampido. O problema aparece quando a reação é forte, frequente ou já começa antes dos fogos.

Segundo a veterinária comportamental Ana Luisa Lopes, a resposta depende de intensidade e duração. Rodrigo Guerra, clínico de pequenos animais, destaca que a audição canina e felina é mais sensível e reforça que o som chega sem aviso.

Sinais e diferenças entre medo, susto e fobia

Cães podem buscar colo, tentar fugir, tremer ou se esconder. Gatos costumam ficar mais reclusos. Sinais circulatórios e aumento da frequência cardíaca elevam o cortisol, indicativo de medo prolongado, segundo estudos citados pelos especialistas.

Para Larissa Botoni, a percepção de ameaça ocorre porque animais não entendem que é festa. O barulho pode desencadear medo, ansiedade ou pânico, mesmo para animais que já convivem com fogos em anos anteriores.

Quando o tutor observa que o animal associa o barulho a algo negativo ou reage com medo antes dos estampidos, é alerta de que a situação pode evoluir para fobia ao longo do tempo.

Preparação do ambiente antes, durante e depois

Quem mora próximo a locais de festa deve planejar com antecedência. O animal fica em um espaço seguro, fechado e próximo de objetos familiares, longe de ruídos diretos e com portas fechadas.

Reduza clarões fechando cortinas. Animais com rotina de passeios podem ser estimulados por uma caminhada mais longa antes do horário dos fogos para gastar energia. Farejar e explorar o trajeto ajuda a cansar a mente.

Durante a queima, não há fórmula única. Manter portas fechadas, oferecer um canto seguro, cama ou manta, e ligar som ambiente ajudam a mitigar o barulho externo. Evite broncas ou coação para sair do esconderijo.

Feromônios sintéticos podem acalmar cães, e coletes de compressão trazem sensação de segurança. A música pode ajudar, desde que já faça parte da rotina; caso contrário, pode virar gatilho de ansiedade.

Conduta do tutor e sinais de necessidade de ajuda

Acolher não reforça o medo quando feito com calma. O tutor deve ficar próximo, sem demonstrar tensão. Em alguns casos, deixar o animal descansar no refúgio é a melhor opção.

Se a ansiedade for muito intensa, procure orientação de um veterinário especializado em comportamento. Em cenários de crises, pode ser indicada intervenção medicamentosa. Doenças articulares também podem ampliar a sensibilidade ao barulho.

Idosos, pacientes cardíacos, epilépticos e animais com histórico de crises merecem atenção especial. O acompanhamento veterinário antes das festividades é recomendado para ajustar estratégias.

Após o fim dos ruídos

O fim dos fogos nem sempre encerra a tensão. Alguns pets permanecem em alerta, com respiração acelerada ou vigilância contínua. Mantenha o ambiente tranquilo, ofereça atividades que o animal goste e respeite o tempo de recuperação.

A ideia é reduzir a associação entre o barulho e o desconforto, permitindo que o animal se ambientize ao ruído sem transtornos. A continuidade de hábitos previsíveis ajuda na recuperação.

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