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Luz terapêutica elimina bactéria resistente à pneumonia e traz esperança de cura

Pesquisadores do IFSC desenvolvem terapia fotodinâmica promissora contra Klebsiella pneumoniae, oferecendo nova esperança no combate a superbactérias

Conjunto de bactérias em formato tubular, com superfície rugosa, de cor rosa (Foto: USP Imagens)
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  • Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da Universidade de São Paulo (USP) desenvolveram uma terapia fotodinâmica para combater a Klebsiella pneumoniae, uma bactéria resistente a antibióticos.
  • O método utiliza luz e um corante, mostrando eficácia em testes laboratoriais.
  • A Klebsiella pneumoniae é uma das principais causas de pneumonia e está associada a infecções hospitalares graves.
  • Para superar a barreira do surfactante pulmonar, os cientistas usaram um polímero chamado Gantrez, que ajuda o corante a atingir as bactérias.
  • Os próximos passos incluem testes em modelos animais e, posteriormente, em humanos, com a esperança de que a terapia se torne uma alternativa viável aos antibióticos.

Pesquisadores do Instituto de Física de São Carlos (IFSC) da USP desenvolveram uma terapia fotodinâmica inovadora para combater a Klebsiella pneumoniae, uma das principais causas de pneumonia resistente a antibióticos. O método, que combina luz e um corante, demonstrou eficácia em testes laboratoriais e pode representar uma alternativa promissora no tratamento de infecções hospitalares.

A Klebsiella pneumoniae é uma bactéria frequentemente associada a infecções graves, sendo uma das chamadas “superbactérias” que desafiam os tratamentos convencionais. A cada 15 segundos, uma pessoa morre de pneumonia no mundo, em grande parte devido à resistência dos antibióticos. A pesquisadora Fernanda Alves, do IFSC, destaca que a nova abordagem pode ser crucial para enfrentar esse problema crescente.

Superando Desafios

O tratamento envolve a aplicação de um corante especial seguido pela exposição à luz, resultando na liberação de partículas que eliminam a bactéria sem danificar as células humanas. Contudo, a presença do surfactante pulmonar, uma camada natural nos pulmões, dificultava a eficácia do corante. Para contornar essa barreira, os cientistas utilizaram um polímero chamado Gantrez, que atua como um “carregador”, permitindo que o corante alcance as bactérias.

Os resultados foram promissores, com uma redução significativa do número de microrganismos, mesmo em condições que simulam o ambiente pulmonar. A combinação do corante com o Gantrez mostrou-se eficaz, aumentando as esperanças para futuras aplicações clínicas.

Próximos Passos

Embora os testes ainda estejam em fase laboratorial, a equipe planeja avançar para estudos em modelos animais e, posteriormente, em humanos. Se a terapia se mostrar eficaz em testes clínicos, poderá se tornar uma alternativa viável aos antibióticos em casos de pneumonia grave e resistente. O estudo, que conta com a colaboração de instituições internacionais, foi publicado na revista científica Pathogens e representa um avanço significativo no combate às superbactérias, que são uma das maiores ameaças à saúde pública no século 21.

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