- A IBM e o Google estão avançando na construção de computadores quânticos de escala industrial.
- A IBM anunciou progressos em junho, com o chefe da iniciativa quântica, Jay Gambetta, afirmando que a empresa pode construir uma máquina até o final da década.
- O Google também se mostra otimista, com Julian Kelly, chefe de hardware do Google Quantum AI, destacando que superaram obstáculos significativos.
- As empresas enfrentam desafios de engenharia, como a escalabilidade e a instabilidade dos qubits, que dificultam a adição de mais unidades.
- A IBM e o Google utilizam abordagens diferentes para correção de erros, com a IBM explorando um código de verificação de paridade de baixa densidade e o Google utilizando um código de superfície.
Na corrida pela construção de computadores quânticos viáveis, IBM e Google estão se aproximando de um marco significativo. Desde os anos 1980, a busca por essa tecnologia tem sido um desafio, mas recentes inovações em correção de erros e design de qubits indicam que a linha de chegada pode estar próxima.
Em junho, a IBM anunciou avanços em seu projeto de computador quântico, destacando a resolução de problemas críticos que impediam o progresso anterior. Jay Gambetta, chefe da iniciativa quântica da IBM, afirmou que a empresa está confiante em construir uma máquina de escala industrial até o final da década. “Não parece mais um sonho”, disse Gambetta, enfatizando a viabilidade da tecnologia.
O Google, por sua vez, também está otimista. Julian Kelly, chefe de hardware do Google Quantum AI, declarou que a empresa superou obstáculos significativos e está a caminho de desenvolver um computador quântico de escala industrial. “Todos os desafios de engenharia e científicos são superáveis”, afirmou Kelly.
Desafios Técnicos
Apesar dos avanços, as empresas enfrentam desafios de engenharia complexos. A escalabilidade é um dos principais obstáculos, exigindo a transição de sistemas com menos de 200 qubits para 1 milhão ou mais. A instabilidade dos qubits, que mantêm seus estados quânticos por frações de segundo, gera incoerência e ruído à medida que mais qubits são adicionados.
A IBM, por exemplo, experimentou interferência em seu chip Condor ao aumentar o número de qubits para 433. Gambetta mencionou que a empresa já antecipava esses problemas e está desenvolvendo novos acopladores para mitigar a interferência. A busca por componentes mais confiáveis e melhorias na fabricação é crucial para a escalabilidade.
Abordagens Diferentes
As abordagens de correção de erros também variam entre as empresas. O Google utiliza um método conhecido como código de superfície, que requer um grande número de qubits interconectados. A IBM, por outro lado, está explorando o código de verificação de paridade de baixa densidade, que promete exigir menos qubits, mas apresenta desafios tecnológicos próprios.
Enquanto isso, a Microsoft optou por não seguir o mesmo caminho do Google, considerando os desafios de engenharia envolvidos na construção de máquinas de 1 milhão de qubits. A competição entre as empresas está se intensificando, com cada uma buscando inovações que possam levar à construção de computadores quânticos funcionais e escaláveis.
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