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Character.ai aposta em ‘amigos de IA’ como futuro das interações sociais

Character.ai enfrenta processos judiciais enquanto CEO prevê que chatbots se tornarão "amigos de IA" para muitos usuários no futuro

CEO de empresa de IA crê que chatbots farão companhia a pessoas no futuro e substituirão amigos reais (Foto: Adobe Stock)
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  • O CEO da Character.ai, Karandeep Anand, acredita que no futuro a maioria das pessoas terá “amigos de IA”.
  • A startup enfrenta processos judiciais relacionados a danos a crianças, incluindo um caso que envolve o suicídio de um adolescente.
  • A empresa implementou medidas de segurança, como um modelo de IA para menores de 18 anos e alertas para usuários que passam mais de uma hora no aplicativo.
  • A receita da Character.ai cresceu 250% em relação ao ano anterior, com assinaturas custando R$ 9,99 por mês ou R$ 120 anualmente.
  • A empresa lançou uma versão de feed de mídia social e planeja integrar recursos de monetização, mantendo o foco em interações seguras e enriquecedoras.

O CEO da Character.ai, Karandeep Anand, prevê que no futuro, a maioria das pessoas terá “amigos de IA”. A startup, conhecida por seus chatbots interativos, enfrenta processos judiciais relacionados a danos a crianças, enquanto grupos de defesa pedem a proibição de aplicativos de companheirismo. A empresa, que já atraiu investimentos significativos do Vale do Silício e foi adquirida pelo Google, oferece chatbots com personagens variados, como um “faraó egípcio” e uma “namorada tóxica”, que têm atraído um público jovem.

Anand, que assumiu a liderança em junho, acredita que as interações com IA podem enriquecer as relações humanas. Ele afirma que esses chatbots não substituem amigos reais, mas podem ajudar os usuários a desenvolver habilidades sociais. A Character.ai conta com 20 milhões de usuários ativos mensais, sendo metade deles mulheres e 50% pertencentes às gerações Z ou alfa.

Entretanto, a empresa enfrenta sérios desafios legais. Famílias alegam que seus filhos sofreram danos ao usar a plataforma, incluindo um caso na Flórida que relaciona a plataforma ao suicídio de um adolescente de 14 anos. A Character.ai, que não comentou sobre os processos, implementou mudanças para aumentar a segurança, como um modelo de IA específico para menores de 18 anos e alertas para usuários que passam mais de uma hora no aplicativo.

Medidas de Segurança

A startup proíbe conteúdo sexual não consensual e descrições gráficas de atos sexuais. Anand enfatizou que “confiança e segurança são inegociáveis” e que a empresa está constantemente evoluindo para garantir um ambiente seguro. Grupos como a Common Sense Media têm pressionado por legislações que restrinjam o uso de aplicativos de IA por menores, destacando que muitos adolescentes transferem habilidades sociais adquiridas com chatbots para a vida real.

Recentemente, a Character.ai introduziu publicidade e planeja integrar recursos de monetização, como vaquinhas e compras no aplicativo. A receita da empresa, que cresceu 250% em relação ao ano anterior, provém principalmente de assinaturas, custando US$ 9,99 por mês ou US$ 120 anualmente. Anand acredita que a experiência imersiva oferecida pela plataforma é mais envolvente do que o consumo passivo de conteúdo.

Futuro da Interação com IA

A empresa também lançou uma versão de feed de mídia social, reforçando seu foco no entretenimento. Embora a Character.ai permita conversas românticas, Anand assegura que não são sexualmente explícitas. Ele observa que a interação com IA pode ajudar a combater a solidão, promovendo um ambiente onde as pessoas possam praticar habilidades sociais. “Vejo um mundo muito utópico onde a IA nos torna melhores”, concluiu Anand, destacando o potencial dos chatbots para enriquecer as relações humanas.

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