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Gás encontrado no espaço pode auxiliar na restauração de obras de arte clássicas

Pesquisadores desenvolvem técnica com oxigênio atômico para reverter descoloração de obras de arte no Statens Museum for Kunst em Copenhague

Os destaques em branco de chumbo do desenho de um homem, do artista holandês Jacob Matham (1571-1631), mudaram de branco para vermelho e marrom escuro. (Foto: SMK)
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  • Conservadores do Statens Museum for Kunst (SMK), em Copenhague, enfrentam descoloração em desenhos antigos.
  • O problema afeta obras de mestres como Hans Holbein e C.W. Eckersberg, com cerca de 50% das peças utilizando pigmento branco de chumbo apresentando escurecimento.
  • Pesquisadores, liderados por Gianluca Pastorelli, identificaram que a descoloração é causada por reações com compostos de enxofre no ar.
  • A equipe está desenvolvendo uma técnica inovadora com oxigênio atômico para reverter o escurecimento sem danificar as obras.
  • O SMK também está aprimorando seus sistemas de controle climático e filtragem do ar enquanto aguarda a implementação de novas técnicas de conservação.

Os conservadores do Statens Museum for Kunst (SMK), em Copenhague, enfrentam um desafio crescente com a descoloração de desenhos antigos. Essa deterioração, especialmente em obras de mestres como Hans Holbein e C.W. Eckersberg, é atribuída a reações químicas com compostos de enxofre presentes no ar. Desde os anos 2000, cerca de 50% das obras afetadas, que utilizam pigmento branco de chumbo, apresentaram escurecimento significativo.

Pesquisadores, liderados pelo cientista de conservação Gianluca Pastorelli, investigaram as causas desse fenômeno. Eles descobriram que a mudança nas técnicas de fabricação e a composição química do pigmento aumentaram a vulnerabilidade à degradação. A pesquisa revelou que o pigmento de chumbo branco se transforma em sulfeto de chumbo, um mineral cinza metálico, devido à exposição a compostos de enxofre, que aumentaram desde a Revolução Industrial.

Novas Abordagens de Conservação

A equipe de Pastorelli está explorando uma técnica inovadora utilizando oxigênio atômico para reverter o escurecimento sem danificar as obras. Essa abordagem, apresentada pelo conservador Tomas Markevicius, promete ser um avanço significativo na conservação de arte. O oxigênio atômico, uma forma altamente reativa de oxigênio, já foi testado em ambientes controlados e mostrou eficácia na remoção de contaminantes sem deixar resíduos.

Atualmente, o SMK está focado em garantir que seus sistemas de controle climático e filtragem do ar funcionem adequadamente, enquanto aguarda o desenvolvimento de técnicas seguras para tratar as obras afetadas. A busca por soluções sustentáveis na conservação de arte é uma prioridade, especialmente considerando a fragilidade e o valor histórico das coleções.

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