- Conservadores do Statens Museum for Kunst (SMK), em Copenhague, enfrentam descoloração em desenhos antigos.
- O problema afeta obras de mestres como Hans Holbein e C.W. Eckersberg, com cerca de 50% das peças utilizando pigmento branco de chumbo apresentando escurecimento.
- Pesquisadores, liderados por Gianluca Pastorelli, identificaram que a descoloração é causada por reações com compostos de enxofre no ar.
- A equipe está desenvolvendo uma técnica inovadora com oxigênio atômico para reverter o escurecimento sem danificar as obras.
- O SMK também está aprimorando seus sistemas de controle climático e filtragem do ar enquanto aguarda a implementação de novas técnicas de conservação.
Os conservadores do Statens Museum for Kunst (SMK), em Copenhague, enfrentam um desafio crescente com a descoloração de desenhos antigos. Essa deterioração, especialmente em obras de mestres como Hans Holbein e C.W. Eckersberg, é atribuída a reações químicas com compostos de enxofre presentes no ar. Desde os anos 2000, cerca de 50% das obras afetadas, que utilizam pigmento branco de chumbo, apresentaram escurecimento significativo.
Pesquisadores, liderados pelo cientista de conservação Gianluca Pastorelli, investigaram as causas desse fenômeno. Eles descobriram que a mudança nas técnicas de fabricação e a composição química do pigmento aumentaram a vulnerabilidade à degradação. A pesquisa revelou que o pigmento de chumbo branco se transforma em sulfeto de chumbo, um mineral cinza metálico, devido à exposição a compostos de enxofre, que aumentaram desde a Revolução Industrial.
Novas Abordagens de Conservação
A equipe de Pastorelli está explorando uma técnica inovadora utilizando oxigênio atômico para reverter o escurecimento sem danificar as obras. Essa abordagem, apresentada pelo conservador Tomas Markevicius, promete ser um avanço significativo na conservação de arte. O oxigênio atômico, uma forma altamente reativa de oxigênio, já foi testado em ambientes controlados e mostrou eficácia na remoção de contaminantes sem deixar resíduos.
Atualmente, o SMK está focado em garantir que seus sistemas de controle climático e filtragem do ar funcionem adequadamente, enquanto aguarda o desenvolvimento de técnicas seguras para tratar as obras afetadas. A busca por soluções sustentáveis na conservação de arte é uma prioridade, especialmente considerando a fragilidade e o valor histórico das coleções.
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