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Astrônomos revelam descoberta de sistema estelar quádruplo na Via Láctea

Astrônomos revelam um sistema quádruplo raro que pode transformar nosso entendimento sobre a formação de anãs marrons na Via Láctea

Impressão artística do sistema estelar (Foto: Jiaxin Zhong/Zenghua Zhang)
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  • Zenghua Zhang e sua equipe descobriram um sistema quádruplo raro na Via Láctea, composto por uma anã marrom e duas estrelas.
  • A pesquisa foi publicada no *Monthly Notices of Royal Astronomical Society* e traz novas informações sobre a formação das anãs marrons.
  • Inicialmente, a equipe identificou uma anã marrom orbitando uma estrela brilhante, mas descobriu que ambos eram pares, formando um “duplo-duplo”.
  • O sistema está a cerca de 82 anos-luz da Terra e possui uma órbita mais de 1.600 vezes maior que a distância entre o Sol e a Terra.
  • A descoberta é importante para entender a idade, temperatura e composição das anãs marrons, com futuras observações do Telescópio Espacial James Webb previstas para aprimorar esses dados.

Zenghua Zhang, astrônomo da Universidade de Nanquim, e sua equipe descobriram um sistema quádruplo raro na Via Láctea, composto por uma anã marrom e duas estrelas. A pesquisa, publicada no *Monthly Notices of Royal Astronomical Society*, revela novas informações sobre a formação e características das anãs marrons.

Os cientistas inicialmente identificaram uma anã marrom orbitando uma estrela brilhante, mas investigações posteriores mostraram que tanto a anã marrom quanto a estrela brilhante eram, na verdade, pares. Adam Burgasser, astrofísico da Universidade da Califórnia, descreveu o sistema como um “duplo-duplo”, onde uma anã marrom orbita outra, enquanto duas estrelas mais brilhantes orbitam entre si.

As anãs marrons são objetos frios e tênues, formados como estrelas, mas com massa insuficiente para fundir hidrogênio continuamente. Elas possuem atmosferas semelhantes às de planetas gasosos, como Júpiter e Saturno, o que as torna difíceis de estudar. A descoberta de binários de anãs marrons e estrelas mais brilhantes é crucial, pois permite estimar propriedades como idade, temperatura e composição das anãs.

Para localizar o sistema, a equipe de Zhang analisou dados do Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA e do telescópio Gaia, da Agência Espacial Europeia. O sistema está a cerca de 82 anos-luz da Terra, com uma órbita mais de 1.600 vezes maior que a distância entre o Sol e a Terra. Medições espectrais confirmaram que a anã marrom e a estrela brilhante formam pares, sendo que o par mais luminoso é composto por duas anãs vermelhas.

Burgasser estima que bilhões de anãs marrons semelhantes existam na galáxia, mas apenas cerca de 30 foram detectadas orbitando estrelas mais brilhantes. Futuras observações com o Telescópio Espacial James Webb devem proporcionar imagens mais nítidas e medições precisas das massas das anãs marrons, criando uma referência para objetos semelhantes na Via Láctea.

Sistemas quádruplos não são inéditos, e sua existência sugere que esses arranjos sobrevivem aos processos iniciais de formação estelar. Burgasser afirma que esses sistemas são sinais da formação de múltiplas estrelas, mas ainda há muito a aprender sobre como eles se formaram e evoluíram.

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