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Cérebro de abelhas inspira novas abordagens para inteligência artificial eficiente

Movimentos de voo das abelhas podem revolucionar a inteligência artificial e a robótica, tornando sistemas mais eficientes e econômicos

Pesquisadores criaram um modelo digital que revela como abelhas usam o corpo para aprimorar a percepção, oferecendo pistas para sistemas artificiais mais ágeis. (Foto: Erberson Santiago/VEJA)
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  • Pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, descobriram que abelhas possuem habilidades cognitivas impressionantes, mesmo com cérebros pequenos.
  • O estudo revela que os movimentos de voo das abelhas otimizam o processamento de informações, o que pode influenciar o desenvolvimento de inteligência artificial (IA) e robótica.
  • As abelhas escaneiam flores com trajetórias específicas, gerando sinais elétricos nítidos em seus cérebros, facilitando o reconhecimento de formas e rostos humanos.
  • Um modelo digital simula o cérebro das abelhas e mostra que esses movimentos tornam o processamento de informações mais eficiente, sem depender de redes neurais complexas.
  • Essa pesquisa sugere que a inteligência está relacionada à interação entre corpo, ambiente e sistema nervoso, podendo levar a robôs mais leves e eficientes.

Pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, revelaram que as abelhas, com cérebros do tamanho de uma semente de gergelim, demonstram habilidades cognitivas impressionantes. O estudo, publicado recentemente, destaca como os movimentos de voo das abelhas otimizam o processamento de informações, o que pode inspirar novas abordagens em inteligência artificial (IA) e robótica.

O segredo está na forma como as abelhas voam. Ao escanear flores e padrões com trajetórias específicas, elas geram sinais elétricos mais nítidos em seus cérebros, facilitando o reconhecimento de formas e até rostos humanos. Um modelo digital que simula o cérebro das abelhas mostrou que esses movimentos tornam o processamento de informações mais econômico, evitando a necessidade de redes neurais complexas, como as utilizadas na IA atual.

Os cientistas descobriram que os neurônios das abelhas se ajustam às direções e velocidades dos movimentos, aprimorando suas respostas sem depender de recompensas imediatas. Isso permite que, mesmo com um número reduzido de neurônios ativos, o cérebro das abelhas reconheça padrões de maneira rápida e eficiente. Em testes, o modelo baseado nas abelhas conseguiu diferenciar sinais simples e até distinguir rostos humanos, uma tarefa que exige considerável capacidade de processamento em sistemas artificiais.

Implicações para a Tecnologia

Essa descoberta reforça a ideia de que inteligência não está apenas relacionada ao tamanho do cérebro, mas sim à interação entre corpo, ambiente e sistema nervoso. Inspirar-se nas estratégias das abelhas pode levar ao desenvolvimento de robôs mais leves e ágeis, além de carros autônomos mais eficientes. Os pesquisadores acreditam que essa abordagem pode resultar em novos modelos de IA que aprendem com menos recursos, aproveitando princípios de eficiência que a evolução aperfeiçoou ao longo de milhões de anos.

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