- Um estudo da Universidade de Heidelberg, na Alemanha, indica que reduzir o uso do celular por três dias provoca mudanças químicas no cérebro.
- A pesquisa, publicada no periódico Computers in Human Behavior, envolveu 25 adultos jovens, que usaram o celular apenas para tarefas essenciais durante o período de abstinência.
- Exames de ressonância magnética mostraram ativação em áreas do cérebro ligadas ao sistema de recompensa, como o giro cingulado anterior e o núcleo accumbens.
- Os participantes relataram aumento no desejo por smartphones, além de melhorias no humor e na qualidade do sono.
- Apesar das limitações do estudo, como o número reduzido de participantes e a falta de um grupo controle, os resultados ajudam a entender os efeitos do uso excessivo de smartphones.
Reduzir o uso do celular por apenas três dias pode provocar mudanças químicas significativas no cérebro, segundo um estudo da Universidade de Heidelberg, na Alemanha. Publicado no periódico *Computers in Human Behavior*, a pesquisa revela que essa limitação pode aumentar o desejo por smartphones, além de melhorar o humor e a qualidade do sono dos participantes.
Os pesquisadores analisaram 25 adultos jovens, com idades entre 18 e 30 anos, que foram instruídos a usar o celular apenas para tarefas essenciais durante o período de abstinência. Para avaliar as alterações cerebrais, os voluntários realizaram exames de ressonância magnética antes e após os três dias de restrição, enquanto observavam imagens de celulares e cenas neutras.
Após o período de abstinência, os resultados mostraram ativação em áreas do cérebro ligadas ao sistema de recompensa, como o giro cingulado anterior e o núcleo accumbens, que estão associados ao desejo intenso, similar ao observado em dependentes de substâncias. O psiquiatra Gabriel Garcia Okuda, do Einstein Hospital Israelita, destaca que isso sugere um aumento no desejo pelo uso do celular.
Além disso, houve ativação em vias de dopamina e serotonina, neurotransmissores que regulam o humor e a dependência. Os voluntários relataram melhorias em seu estado emocional e na qualidade do sono após a redução do uso do aparelho. Contudo, o estudo apresenta limitações, como o número reduzido de participantes e a falta de um grupo controle, o que impede conclusões definitivas.
Os pesquisadores ressaltam que, apesar das limitações, os achados ajudam a entender melhor os efeitos do uso excessivo de smartphones e abrem espaço para novas investigações sobre o tema.
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