- O Brasil avança na agricultura espacial, com pesquisas sobre o cultivo de morangos e taioba em ambientes extremos.
- Essas iniciativas visam fornecer alimentos frescos para astronautas e estão alinhadas ao Programa Artemis da NASA.
- O país enviou sementes de grão-de-bico e batata-doce, além de morangos e orquídeas, à Estação Espacial Internacional.
- A Rede Space Farming Brazil, coordenada pela pesquisadora da Embrapa, Alessandra Fávero, reúne 56 especialistas para desenvolver plantas mais produtivas e resistentes ao ambiente espacial.
- As inovações têm potencial para beneficiar tanto astronautas quanto pequenos agricultores no Brasil nos próximos cinco anos.
O Brasil avança na agricultura espacial, com pesquisas que incluem o cultivo de morangos e taioba em ambientes extremos. Essas iniciativas visam fornecer alimentos frescos para astronautas, alinhando-se ao Programa Artemis da NASA, que busca a exploração lunar e, futuramente, Marte.
Recentemente, o país enviou sementes de grão-de-bico e batata-doce ao espaço, além de morangos e orquídeas à Estação Espacial Internacional. Esses experimentos são parte de um esforço para entender como a microgravidade afeta o crescimento das plantas. Em 2026, uma nova missão partirá da Base de Alcântara, no Maranhão, para testar esses cultivos.
A Rede Space Farming Brazil, coordenada pela pesquisadora da Embrapa, Alessandra Fávero, reúne 56 especialistas de diversas áreas. A pesquisa busca desenvolver plantas mais produtivas e resistentes ao ambiente espacial, utilizando tecnologias como inteligência artificial e automação. A batata-doce, rica em nutrientes, e o grão-de-bico são os focos principais, com potencial para melhorar a dieta dos astronautas.
O Brasil também se destaca no cenário global da economia espacial, que pode movimentar US$ 1,8 trilhão até 2035. O professor Paulo Viegas, da USP, desenvolveu um sistema para cultivar morangos em condições controladas, e a taioba, com alta resistência à luz, pode ser uma opção viável para Marte.
Essas inovações não apenas visam o espaço, mas também têm aplicações na agricultura terrestre, aumentando a produtividade e contribuindo para a sustentabilidade. A expectativa é que, nos próximos cinco anos, os resultados das pesquisas possam beneficiar tanto os astronautas quanto pequenos agricultores no Brasil.
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