- A CrowdStrike anunciou a intenção de adquirir a Pangea Cyber por aproximadamente US$ 260 milhões.
- A compra visa fortalecer a proteção contra ataques de injeção de prompt em plataformas de inteligência artificial.
- A Pangea, fundada em 2021 e localizada em Palo Alto, Califórnia, monitora interações entre sistemas de IA, usuários e software.
- O CEO da CrowdStrike, George Kurtz, comparou o cenário atual da tecnologia ao “Velho Oeste”, destacando os desafios da segurança em IA.
- O acordo deve ser finalizado ainda neste trimestre, em meio a crescentes preocupações sobre a manipulação de modelos de IA.
Duas semanas após a aquisição da startup espanhola Onum por US$ 290 milhões, a CrowdStrike anunciou, em 16 de outubro, a intenção de comprar a Pangea Cyber por aproximadamente US$ 260 milhões. Essas movimentações refletem a crescente preocupação com a segurança em plataformas de inteligência artificial generativa, que estão se expandindo rapidamente em diversas indústrias.
A Pangea, fundada em 2021 e localizada em Palo Alto, Califórnia, é especializada em monitorar interações em redes corporativas entre sistemas de IA, usuários e software. A empresa foca na proteção contra ataques de injeção de prompt, uma técnica que permite a hackers manipular modelos de linguagem para ignorar regras de segurança, expondo dados ou realizando ações prejudiciais.
George Kurtz, CEO da CrowdStrike, comparou o atual cenário tecnológico ao “Velho Oeste”, enfatizando que estamos apenas começando a enfrentar os desafios relacionados à IA. A expectativa é que o acordo com a Pangea seja finalizado ainda neste trimestre. Com o aumento do uso de IA para automatizar tarefas, surgem preocupações sobre a manipulação desses modelos.
Recentemente, a Anthropic, uma das principais startups de IA, revelou que hackers exploraram a injeção de prompt em sua plataforma Claude, forçando o modelo a ignorar defesas e gerar códigos para ciberataques. A CrowdStrike também registrou um caso de malware que utilizava plataformas públicas de IA para coletar dados, adaptando-os ao sistema infectado.
Além disso, Kurtz destacou o problema da “shadow AI”, onde ferramentas de IA são utilizadas sem a devida autorização de segurança nas empresas. Um estudo do MIT, divulgado em julho, indicou que mais de 90% dos trabalhadores usam IA comercial em suas funções, enquanto apenas 40% das empresas possuem uma assinatura corporativa. A cibersegurança, tradicionalmente focada em dispositivos conectados à internet, agora deve se adaptar para gerenciar um número crescente de agentes de IA que operam de forma independente.
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