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Grandes modelos de IA prometem revolucionar a recriação do mundo físico

Gigantes da tecnologia investem bilhões em grandes modelos de mundo para aprimorar robótica e veículos autônomos, com inovações como Genie 3 e V-JEPA 2

Uma pessoa utiliza um assistente virtual com inteligência artificial (Foto: Reprodução)
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  • Empresas de tecnologia, como Google, Meta e Amazon, estão desenvolvendo grandes modelos de mundo (LWM) para criar representações do mundo físico.
  • O Google lançou o Genie 3, que gera ambientes virtuais em tempo real, e a Meta apresentou o V-JEPA 2, que compreende cenários reais.
  • A pesquisadora Fei Fei Li recebeu R$ 230 milhões para sua startup, World Labs, que investiga o funcionamento do mundo físico.
  • A Skild AI, apoiada por Amazon e Nvidia, arrecadou mais de R$ 400 milhões e criou um modelo para controlar máquinas e robôs humanoides.
  • Apesar do potencial, os LWM enfrentam desafios, como a necessidade de grandes volumes de dados e preocupações com privacidade e gestão de informações.

As gigantes da tecnologia, como Google, Meta e Amazon, estão avançando rapidamente no desenvolvimento de grandes modelos de mundo (LWM), que visam criar representações do mundo físico. Esses modelos prometem revolucionar a robótica e os veículos autônomos. Recentemente, o Google lançou o Genie 3, um sistema que gera ambientes virtuais em tempo real, enquanto a Meta apresentou o V-JEPA 2, que oferece uma compreensão visual de cenários reais.

Essas inovações são parte de uma corrida para aprimorar a inteligência artificial. A pesquisadora Fei Fei Li conseguiu um investimento de 230 milhões de dólares para sua startup, a World Labs, que busca entender o funcionamento do mundo físico. A Skild AI, apoiada por Amazon e Nvidia, já arrecadou mais de 400 milhões de dólares e desenvolveu um modelo que controla máquinas e robôs humanoides.

Avanços na Robótica

Os LWM têm o potencial de acelerar o aprendizado de robôs autônomos. Pablo Martínez Olmos, professor da Universidade Carlos III de Madrid, explica que esses modelos podem prever ações com base em dados multimodais, como texto, áudio e imagens. Isso significa que um robô pode antecipar a probabilidade de um objeto se comportar de determinada forma sem precisar passar por um extenso processo de tentativa e erro.

A plataforma Cosmos, da Nvidia, lançada em 2025, oferece ferramentas para o desenvolvimento de LWM, focando em aplicações para robôs e veículos autônomos. Com o V-JEPA 2, a Meta destacou que seus robôs podem interagir com objetos desconhecidos e navegar em ambientes novos, aumentando a eficiência do aprendizado.

Desafios e Oportunidades

Apesar do potencial, o desenvolvimento de LWM enfrenta desafios significativos. A necessidade de grandes volumes de dados do mundo físico é um obstáculo. Esses modelos exigem informações que conectem diferentes tipos de dados em um contexto espaço-temporal. Martínez Olmos observa que as grandes empresas estão coletando dados em tempo real para treinar esses sistemas, como fazem os carros autônomos da Google e Tesla.

Além disso, a privacidade e a gestão de dados são preocupações importantes. Os LWM, assim como os LLM, podem apresentar riscos, como gerar informações imprecisas ou enviesadas. A responsabilidade no uso dessa tecnologia é crucial, exigindo mecanismos que expliquem os algoritmos e avaliem a confiabilidade das respostas.

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