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Quem inventou o chuveiro elétrico? Origem, pioneiros e evolução

Chuveiro elétrico, invenção brasileira de Francisco Canho em Jaú (1927), tornou o aquecimento de água mais acessível e impulsionou a indústria nacional

Fotografia de um chuveiro elétrico.
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  • Em janeiro de 1927, o inventor Francisco Canho, de Jaú, no interior de São Paulo, criou o chuveiro elétrico para facilitar os cuidados com o pai que tinha reumatismo.
  • A ideia surgiu ao desmontar um ferro elétrico e perceber a resistência que aquece; após muitos testes, ele chegou a um modelo estável e passou a vender porta a porta na cidade.
  • Canho criou a empresa F. Canhos e passou a distribuir o produto pelo Brasil; a invenção foi patenteada em 1943, enquanto outras empresas já atuavam no mercado desde a década de 1930.
  • Na década de 1950, a Lorenzetti adquiriu a patente; nos anos 1960, a popularização aumentou com o uso de plástico, tornando o chuveiro mais barato e fácil de instalar.
  • O legado é visto hoje em cerca de setenta e três por cento das resistências domésticas no Brasil, segundo o PROCEL; a empresa original funcionou até 2019.

O chuveiro elétrico foi criado no interior de São Paulo, em Jaú, no Brasil, em janeiro de 1927. A invenção surgiu pela necessidade de facilitar os banhos para o pai do inventor Francisco Canho, que sofria de reumatismo. Canho adaptou uma resistência elétrica, de um ferro elétrico, para aquecer água dentro de um cano. A ideia ganhou forma após vários testes, com resistência a queimar em alguns momentos, até chegar a um modelo estável.

Por pouco, a solução não ficou apenas como experimento. Canho começou a vender o novo aparelho porta a porta em Jaú, atraindo a atenção da comunidade local. Em pouco tempo, criou a empresa F. Canhos para fabricar o chuveiro e distribuir pelo Brasil. A fábrica ficava no bairro Jardim Santo Antônio, hoje imortalizado pelo nome do inventor.

A formulação e a patente

Em 1943, Canho patentou oficialmente o chuveiro elétrico. Mesmo antes disso, outras empresas já viam potencial de mercado, como FAME e Lorenzetti. A Lorenzetti, inclusive, acabou adquirindo a patente na década de 1950, consolidando a presença do equipamento no país.

O uso predominante de metal nos primeiros modelos contrastou com a revolução do plástico dos anos 1960. O novo material barateou a produção e facilitou a instalação, tornando o chuveiro mais acessível para famílias brasileiras. O modelo descentralizado, que aquece a água localmente, ganhou espaço.

Expansão e legado

Segundo o PROCEL, a invenção hoje está presente em cerca de 73% das resistências utilizadas no Brasil. Canho faleceu em maio de 1988, em Jaú, onde sua empresa permaneceu operando até 2019, quando foi arrendada pela filha do inventor. A história do chuveiro elétrico é tida como um marco da industrialização brasileira.

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