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Mãe executiva de IA e filho de 5 anos criam jogo em minutos

Mãe executiva de IA atua como ponte: criança de cinco cria jogo com Codex, destacando mediação adulta na rotina infantil com IA

Especialistas defendem que a IA pode fazer parte da rotina infantil quando há mediação dos pais (Reprodução/Freepik)
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  • Lena Hall, diretora de estratégia de IA da Akamai, acordou o filho de cinco anos e usou o Codex da OpenAI no modo ditado por voz para transformar as ideias dele em um jogo.
  • A criança desenhou fases e personagens no papel, e em poucos minutos a IA gerou o jogo sem que ela precisasse digitar código.
  • A abordagem busca mostrar como IA pode fazer parte da rotina infantil com mediação e presença de um adulto.
  • A função de Lena foi de suporte emocional e mediação, deixando claro que a IA não é uma pessoa.
  • Especialistas defendem que a IA na infância funciona com um adulto presente que traduza a tecnologia, impondo limites e protegendo a criança.

Em uma manhã comum, Lena Hall acordou com o desejo do filho de 5 anos: criar um jogo. Diretora de estratégia de IA da Akamai Technologies, ela associou trabalho e maternidade para experimentar uma solução prática.

Ao invés de ensinar programação, Lena entregou papel e lápis para que a criança desenhasse fases e personagens. Em seguida, abriu o Codex da OpenAI no modo ditado por voz, permitindo que a ideia virasse jogo sem que o garoto digitasse código.

Em poucos minutos, a ideia ganhou vida na tela. O processo mostrou como uma ferramenta de programação por voz pode transformar uma noção infantil em algo jogável, com orientação e mediação adequadas.

Papel da mediação parental

Lena afirma que sua função foi de suporte emocional e mediação, não de técnica. A regra-chave foi explicar à criança que a IA não é uma pessoa, para evitar vínculos emocionais equivocados.

No Brasil, 84% das crianças de 9 a 17 anos já usam internet, segundo TIC Kids Online 2024. O uso de IA generativa entre jovens tem registrado alta relevância, com crescimento superior a 300% no último ano, reforçando a importância da mediação.

Nos EUA, cenário similar aponta que a presença de um adulto facilita o uso seguro de IA na infância. Lena manteve o tempo de tela sob controle e enfatizou que a IA atuou apenas na etapa final, como ferramenta de execução, não como parceira criativa.

Implicações para educação digital

Especialistas têm defendido que IA pode fazer parte da rotina infantil desde que haja orientação parental. A experiência de Lena sugere um modelo em que o adulto traduz a tecnologia, define limites e protege a criança de vínculos indevidos com máquinas.

Para adultos interessados, o Pré-MBA em Inteligência Artificial da EXAME oferece quatro aulas online para entender fundamentos da IA presente na escola, em jogos e no dia a dia familiar.

Fatos e contexto

O caso ilustra um caminho possível para a educação digital: IA na infância com supervisão e mediação adequadas. Não se trata de proibir, mas de acompanhar de forma consciente o uso da tecnologia.

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