A Louisiana anunciou um investimento de $10 bilhões da Meta para a construção de um centro de dados em Richland Parish, previsto para 2028. O projeto promete gerar 5.500 empregos, mas levanta preocupações sobre a dependência de novas usinas de gás natural, que podem impactar as emissões de carbono e os custos para os residentes.
A Meta, que planeja o maior centro de dados do mundo na região, será um marco para o desenvolvimento econômico local, que há anos busca atrair investimentos. O governador da Louisiana, Jeff Landry, descreveu o projeto como “um divisor de águas” para a economia do estado. A instalação exigirá dois gigawatts de eletricidade apenas para computação, o que representa um aumento significativo na demanda energética.
Para atender a essa demanda, a Entergy, fornecedora de energia local, planeja investir $3,2 bilhões na construção de três usinas de gás natural, com capacidade total de 2,3 gigawatts. Embora a empresa reconheça que essas usinas “emitem quantidades significativas de CO2”, argumenta que o gás natural é a única opção viável para garantir o fornecimento contínuo de energia.
A escolha do gás natural como principal fonte de energia para o centro de dados não é exclusiva da Louisiana. Em todo o país, novas usinas de gás estão sendo construídas para atender à crescente demanda por energia de centros de dados. Especialistas alertam que essa dependência pode comprometer as metas de redução de emissões de carbono, especialmente em um momento em que a transição para fontes renováveis é cada vez mais necessária.
A situação gerou interesse no Congresso dos Estados Unidos. O senador Sheldon Whitehouse enviou uma carta à Meta, questionando a escolha do gás natural e a falta de clareza nas promessas de compensação de emissões. A pressão sobre as empresas de tecnologia para que adotem práticas mais sustentáveis aumenta à medida que a demanda por energia continua a crescer.
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