O secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, informou que a equipe econômica do governo brasileiro tem um prazo de duas a três semanas para encontrar uma solução após a derrubada do decreto que aumentava a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Essa decisão do Congresso pode impactar as contas públicas de 2025 e 2026.
Ceron ressaltou que a situação deve ser considerada na elaboração do próximo relatório bimestral de receitas e despesas, que será divulgado em julho. O governo já iniciou a preparação das estimativas orçamentárias e a perda de arrecadação pode levar a contingenciamentos ou bloqueios no orçamento, afetando a execução das despesas nos próximos meses.
O decreto, assinado pelo presidente Lula em maio, tinha como objetivo aumentar a arrecadação em R$ 10 bilhões neste ano, elevando a alíquota sobre investimentos no exterior e movimentações financeiras internacionais. Com a derrubada, a equipe econômica está avaliando diferentes cenários para manter o equilíbrio fiscal, considerando que as decisões envolvem instâncias mais amplas do governo.
Ceron destacou que a busca por soluções está em andamento, mas ainda não há definições concretas. A situação exige atenção imediata, pois as implicações financeiras podem ser significativas para o planejamento orçamentário do governo nos próximos anos.
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