É temporada de mangas indianas nos Estados Unidos, com a demanda crescendo entre a comunidade sul-asiática. As frutas são importadas por via aérea, o que eleva os preços devido à complexidade logística e ao alto índice de perdas durante o transporte. Mangas indianas podem custar até cinco vezes mais que as do México, principal fornecedor do país.
Consumidores afirmam que as mangas de outras origens não têm o mesmo sabor. Um cliente declarou ao The New York Times que, para ele, o preço não importa, pois a experiência de sabor é única. Essa busca por mangas indianas reflete uma nostalgia e uma dificuldade em encontrar frutas tropicais saborosas em países ricos do hemisfério norte.
Enquanto isso, no Brasil, a valorização de produtos locais como manga e caju ainda enfrenta desafios. Apesar de frutas frescas e saborosas estarem disponíveis em várias regiões, como Brasília e Belém, muitas vezes são negligenciadas. A gastronomia brasileira tem avançado na valorização de produtos locais, mas ainda há um longo caminho a percorrer.
Recentemente, um grupo de italianos ficou impressionado com produtos exóticos no Ceasa de Brasília, mas se encantou apenas com caldo de cana e água de coco verde. Isso evidencia uma falta de valorização das frutas brasileiras, que apodrecem enquanto consumidores se deslumbram com produtos importados. A castanha-de-caju do Ceará, por exemplo, é frequentemente deixada de lado em favor de pistaches da Califórnia.
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