O dólar encerrou a sexta-feira, 27, com queda de 1,02%, cotado a R$ 5,482, após oscilações entre R$ 5,460 e R$ 5,504. Essa movimentação foi influenciada por fatores externos, como a política monetária dos Estados Unidos e incertezas sobre a lei orçamentária americana, que podem agravar a situação da dívida pública do país.
Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, destacou que a falta de clareza sobre a legislação fiscal nos EUA pressiona a moeda. Além disso, o presidente Donald Trump planeja fechar até dez novos acordos comerciais nas próximas semanas, com o prazo de 9 de julho se aproximando. Essa data é crucial, pois pode resultar na reimposição de tarifas mais altas sobre produtos importados, que haviam sido suspensas em abril.
Cenário Interno
No Brasil, o clima do mercado permanece misto após a revogação do decreto do IOF, que visava aumentar a arrecadação. Essa decisão foi vista como um alívio para os contribuintes, mas também reabriu discussões sobre a sustentabilidade fiscal do governo. Zogbi ressaltou que a derrubada do decreto intensificou as preocupações sobre o cumprimento da meta fiscal de 2026, exigindo novas fontes de receita ou cortes mais profundos nos gastos.
O dólar à vista, utilizado em operações de curto prazo, reflete o valor real de mercado, enquanto o dólar futuro é projetado para liquidações em datas futuras, permitindo que investidores se protejam contra a volatilidade cambial. A cotação do dólar futuro pode variar significativamente, dependendo das expectativas do mercado em relação à economia.
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