O euro alcançou seu maior valor em relação ao dólar desde setembro de 2021, cotado a US$ 1,1744 nesta semana. No Brasil, a moeda europeia era negociada a R$ 6,4242 na madrugada de sexta-feira, 27, com alta de 0,96% no dia, conforme dados da Bloomberg. Esse movimento reflete a pressão crescente sobre o dólar, que caiu ao menor nível em três anos e meio, impulsionado por expectativas de cortes de juros pelo Federal Reserve.
Nos últimos dias, investidores intensificaram suas apostas em uma possível redução da taxa básica de juros nos EUA, especialmente após o discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, que adotou um tom mais brando em audiência no Congresso. Esse cenário tem levado os investidores a buscar alternativas ao dólar, favorecendo o euro.
Aumento nas Negociações
O volume de negociações de opções ligadas ao euro superou US$ 56 bilhões na quinta-feira, um valor mais de quatro vezes maior que o do iene e cinco vezes superior ao do dólar canadense. O foco está em opções de compra que se valorizam com a alta do euro, especialmente com alvos em US$ 1,20, nível não visto desde junho de 2021.
Além disso, o fortalecimento do euro é sustentado por planos fiscais da Alemanha e pelo aumento das reservas cambiais fora dos Estados Unidos. A expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) esteja próximo do fim do ciclo de afrouxamento monetário também atrai fluxos para a região. Desde a mínima de fevereiro, o euro já acumula uma valorização de mais de 15% em relação ao dólar.
Otimismo dos Investidores
De acordo com a Commodity Futures Trading Commission, gestores de recursos estão no nível mais otimista em relação ao euro desde o início de 2024. Esse otimismo reflete a confiança dos investidores nas políticas monetárias e fiscais da Europa, contrastando com as incertezas em torno da economia americana.
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