A varejista chinesa Shein está se preparando para protocolar um prospecto confidencial de abertura de capital (IPO) na bolsa de Hong Kong. A expectativa é que o pedido seja submetido até 30 de outubro, conforme informações da Reuters. A prática de submissão confidencial permite que empresas avancem no processo regulatório sem divulgar publicamente dados financeiros.
Essa será a terceira tentativa da Shein de abrir capital, após tentativas frustradas nas bolsas de Nova York e Londres, onde não obteve aprovação das autoridades regulatórias chinesas. O IPO da empresa, que vende roupas a preços acessíveis em mais de 150 países, é um dos mais aguardados do ano.
Desafios e Expectativas
A operação ocorre em um cenário desafiador, marcado por tarifas comerciais elevadas dos Estados Unidos. Recentemente, o ex-presidente Donald Trump retirou o tratamento livre de tarifas para encomendas de e-commerce, impactando diretamente as vendas da Shein em seu principal mercado. Avaliada em US$ 66 bilhões na rodada pré-IPO de 2023, a empresa viu sua avaliação cair cerca de um terço em relação ao ano anterior.
Antes de avançar para a audiência final com a bolsa de Hong Kong, a Shein precisa da autorização da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China (CSRC). Até o momento, não está claro se essa aprovação já foi concedida. Se o IPO for aprovado, a Shein poderá reforçar o papel de Hong Kong como um centro global de captação de recursos, especialmente em um momento em que a cidade busca recuperar sua posição no mercado de IPOs.
Impacto no Mercado
A abertura de capital da Shein pode ter um impacto significativo no mercado financeiro de Hong Kong, que movimentou US$ 12,8 bilhões em IPOs e listagens secundárias apenas no primeiro semestre deste ano. A expectativa é que a avaliação final da oferta seja influenciada pelas mudanças nas tarifas comerciais dos EUA, refletindo a complexidade do cenário econômico atual.
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