Estradas rurais do Espírito Santo estão mais perigosas durante os meses de colheita de café, devido à neblina e à fumaça gerada pelos secadores. Este fenômeno se intensifica em períodos de alta umidade, dificultando a visibilidade para motoristas.
O estado, que é o segundo maior produtor de café do Brasil, espera colher cerca de 16 milhões de sacas em 2025. A produção de café envolve várias etapas, incluindo a secagem dos grãos, que pode gerar fumaça. Muitos agricultores utilizam secadores que funcionam com lenha ou palha do café, o que contribui para a poluição do ar.
Para operar, os secadores precisam de licença e devem seguir normas rigorosas. O uso de lenha é recomendado, desde que não provenha de desmatamento. A fiscalização é intensa, e os infratores podem enfrentar penalidades, como multas e interdições.
Welington Feroni, produtor rural, destaca que, apesar da fiscalização, é essencial que motoristas redobrem a atenção nas estradas próximas às plantações. A colheita do café se estenderá por vários meses, e a combinação de neblina e fumaça pode representar riscos significativos.
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