As ações da Renault despencaram 16,6% nesta quarta-feira, 16, após a montadora revisar suas projeções financeiras para 2025 e anunciar a nomeação de um novo CEO interino. O desempenho das ações atingiu a mínima de 52 semanas, refletindo a maior queda diária desde março de 2020.
Em comunicado, a Renault informou que a nova meta para a margem operacional é de 6,5%, uma redução em relação à expectativa anterior de 7%. A previsão de geração de caixa livre também foi ajustada, passando de € 2 bilhões ou mais para uma faixa entre € 1 bilhão e € 1,5 bilhão. Esses ajustes ocorrem em um contexto de demanda enfraquecida na Europa e crescente concorrência, especialmente da indústria chinesa.
Mudança na Liderança
A saída abrupta de Luca de Meo, que liderou a Renault por cerca de cinco anos, gerou incertezas no mercado. Duncan Minto, atual CFO, foi nomeado CEO interino e irá gerenciar a empresa ao lado de Jean-Dominique Senard, que assumirá a presidência da Renault s.a.s. Essa transição de liderança impactou negativamente a percepção dos investidores, levando o Deutsche Bank a reduzir o preço-alvo das ações de € 55 para € 47.
A Renault está programada para divulgar seus resultados semestrais no dia 31 de julho. A situação atual não afeta apenas a montadora francesa, mas também teve repercussões em outras empresas do setor, com ações da Stellantis caindo 4% e da Volkswagen perdendo 2%. A montadora enfrenta um momento crítico e precisa reavaliar suas estratégias em um mercado cada vez mais competitivo.
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