Uma concessionária de automóveis na França foi indiciada por não informar um motorista sobre um recall de seu veículo, resultando em ferimentos causados por um airbag defeituoso da Takata. Esta é a primeira acusação criminal relacionada ao escândalo de recalls no país.
Desde 2014, diversos modelos de carros na França enfrentam recalls devido a airbags da Takata, que podem causar ferimentos graves ou até mortes. Estima-se que pelo menos 18 pessoas tenham falecido na França devido a esses dispositivos defeituosos. Em junho, um recall abrangente afetou 1,7 milhão de veículos, que foram retirados de circulação até que os airbags fossem substituídos.
A investigação atual se concentra na concessionária, que não notificou o proprietário do veículo sobre o recall. O advogado da empresa argumenta que não tinha acesso às informações de contato dos clientes, uma vez que a concessionária havia sido adquirida por outra. A defesa também alega que, em 2020, a gravidade do risco representado pelos airbags não era amplamente conhecida.
O escândalo dos airbags da Takata levou à falência da empresa em 2018 e afetou montadoras em todo o mundo, resultando no recall de milhões de veículos. Embora a apresentação de acusações criminais não garanta que o caso vá a tribunal, a situação destaca a gravidade das falhas de segurança automotiva e a responsabilidade das concessionárias em informar os consumidores.
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