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Reino Unido oferece US$ 541 mi a fundo de florestas liderado pelo Brasil

Organizadores do Fundo Florestas Tropicais para Sempre preveem atingir a meta de US$10 bilhões até o fim do ano

Vista panorâmica de uma extensa área de floresta tropical preservada, com vegetação densa sob céu azul e nuvens. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom
Reino Unido oferece US$ 541 milhões ao Fundo Florestas Tropicais para Sempre (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom)

O Reino Unido se comprometeu, nesta quinta-feira (3), a investir 400 milhões de libras (US$541 milhões) no Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), uma iniciativa liderada pelo Brasil que prevê o financiamento de ações de proteção a florestas ameaçadas.

O Brasil lançou a iniciativa no ano passado, durante a cúpula climática da ONU COP30, com a meta de arrecadar US$10 bilhões em recursos públicos no primeiro ano, e até o momento já garantiu quase três quartos dessa meta.

O que é o TFFF? 

O “Tropical Forest Forever Facility” (TFFF) foi apresentado como um modelo inovador, no qual o fundo é administrado como um fundo de dotação (“endowment”) e paga aos países elegíveis repasses anuais com base na extensão de suas florestas tropicais ainda em pé. Entre eles estão: 

  • Brasil 
  • Colômbia
  • Peru
  • Indonésia
  • República Democrática do Congo 
  • Gana

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O Reino Unido apoiou o conceito durante a cúpula, mas não fez uma contribuição inicial financiada pelos contribuintes, já que o governo do então primeiro-ministro Keir Starmer estava sob pressão quanto à forma de equilibrar as contas internas.

O novo primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que tem se concentrado ainda mais em amenizar as preocupações com o custo de vida no país desde que assumiu o poder em julho, afirmou desde então que algumas das contribuições internacionais do Reino Unido para o clima deveriam ser feitas na forma de empréstimos, e não de doações.

“O investimento do Reino Unido no TFFF na forma de empréstimo, e não de doação, garante uma boa relação custo-benefício para o contribuinte britânico”, afirmou o Departamento de Segurança Energética e Emissões Zero do Reino Unido em um comunicado.

Em julho, Burnham afirmou que a economia gerada pela mudança das contribuições para projetos climáticos de doações para empréstimos ajudaria a financiar um teto para as tarifas de ônibus.

Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, considerou o compromisso do Reino Unido “muito significativo”, acrescentando que ele “reforça uma mudança necessária na forma como o mundo reconhece e financia a conservação das florestas tropicais”. 

Duas fontes disseram à Reuters que esperam que a meta de US$10 bilhões seja atingida até o final do ano. Se isso acontecer, isso poderia desbloquear mais financiamento dos Estados Unidos.

No total, o TFFF tem como meta arrecadar US$125 bilhões, incluindo US$25 bilhões provenientes de governos e instituições públicas. 

(Com informações da Reuters e da Agência Brasil) 

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