A Cooperativa Vinícola Garibaldi está prestes a lançar um novo vinho monovarietal da uva Irsai Oliver, uma casta branca de origem húngara, que deve chegar às lojas entre agosto e setembro. Este é o segundo vinho produzido no vinhedo experimental da cooperativa, localizado em Santa Tereza, na Serra Gaúcha. O primeiro, feito com a uva Palava, já está na sua segunda safra e é vendido a um preço médio de R$ 100.
O vinhedo experimental, com apenas 1 hectare, funciona como um laboratório ao ar livre, onde foram plantadas cem mudas de cada uma das 60 linhas de cepas ainda não testadas no Brasil. O projeto, que ficou em segredo por cinco anos, é supervisionado por Evandro Bosa, gerente técnico agrícola da Garibaldi. Ele explica que a adaptação das uvas ao clima local será avaliada ao longo de três ou quatro safras, considerando as oscilações climáticas recentes.
Inovação e Sustentabilidade
A cooperativa também investe em variedades de uvas mais resistentes a doenças, como as uvas piwis, que são híbridas e prometem vinhos de qualidade. Além disso, um clone de Pinot Noir está em fase de testes para a produção de um espumante rosé. O enólogo Ricardo Morari realiza microvinificações para avaliar o potencial de cada variedade, com a expectativa de que o Irsai Oliver siga o sucesso do Palava.
A estratégia de marketing da Garibaldi visa atrair consumidores mais jovens, que preferem vinhos leves e frescos. A cooperativa, que já produz 42% de uvas viníferas, planeja participar da feira ProWine em São Paulo, de 30 de setembro a 2 de outubro, buscando expandir sua presença no mercado de vinhos finos. Com um faturamento de R$ 322 milhões, a Garibaldi está se posicionando para aumentar sua fatia no segmento de vinhos de maior valor agregado, que atualmente representa apenas 6% de suas vendas.
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