Santa Catarina se destaca no setor supermercadista, com um faturamento de R$ 40,5 bilhões em 2024, representando um crescimento de 15,7% em relação ao ano anterior. O estado abriga cinco das 50 maiores empresas do Brasil, segundo o ranking da ABRAS 2025, refletindo a força do varejo alimentar na economia local.
O Grupo Koch, com sede em Itapema, lidera o ranking catarinense, ocupando a 10ª posição nacional, com um faturamento de R$ 10,3 bilhões. O Grupo Giassi, de Içara, e o Grupo Angeloni, de Criciúma, seguem na 27ª e 30ª posições, com faturamentos de R$ 4 bilhões e R$ 3,8 bilhões, respectivamente. O Grupo Mundialmix (Imperatriz) e o Grupo Passarela também figuram entre os maiores, com R$ 2,7 bilhões e R$ 2,6 bilhões.
Perfil do Consumidor
A pesquisa do Instituto Locomotiva, encomendada pela Associação Catarinense de Supermercados (ACATS), revela que o consumidor catarinense possui um poder de compra 26% superior à média nacional, com uma renda familiar média de R$ 4.971,00. As famílias gastam cerca de 14% de seu orçamento mensal em supermercados, totalizando R$ 1.477,00.
Além disso, quase 50% dos catarinenses preferem produtos regionais, o que fortalece a conexão entre consumidores e empresas locais. Alexandre Simioni, presidente da ACATS, destaca a importância do setor para a economia, afirmando que as redes supermercadistas são fundamentais para o equilíbrio econômico e social do estado.
Inovação e Sucessão
O Comitê de Sucessores, criado pela ACATS em 2020, visa preparar novas gerações para liderar empresas familiares, que são predominantes no varejo catarinense. Com 35 membros, o comitê promove treinamentos e palestras, buscando equilibrar tradição e modernidade nas práticas de gestão.
A trajetória de empresas como o Grupo Passarela, fundado por Simioni em 1986, exemplifica o crescimento do setor. Com 22 lojas e previsão de faturamento de R$ 3,5 bilhões em 2025, a rede continua a expandir sua presença no mercado, reforçando a importância do empreendedorismo em Santa Catarina.
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