A Confederação Nacional da Indústria (CNI) manifestou, nesta quarta-feira, sua preocupação com a imposição de tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, oficializada pelo governo dos Estados Unidos. O decreto, que inclui isenções para cerca de 700 produtos, não abrange setores cruciais como carnes e máquinas, gerando receios sobre a competitividade da indústria nacional.
O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a medida compromete cadeias produtivas, reduz a produção e ameaça empregos e investimentos. Ele enfatizou que não há justificativa técnica ou econômica para o aumento das tarifas e que o momento exige diálogo, não retaliação. Alban afirmou que a negociação é a melhor alternativa para evitar um cenário de perdas mútuas.
Para mitigar os impactos da nova tarifa, a CNI apresentou ao governo federal uma proposta com oito medidas prioritárias, incluindo a criação de uma linha de financiamento emergencial pelo BNDES e o adiamento de tributações por 120 dias. Alban ressaltou que essas ações visam preservar a capacidade exportadora das empresas brasileiras.
Embora a lista de isenções inclua produtos destinados à aviação civil, setores como o de carne bovina preveem perdas significativas, estimadas em US$ 1 bilhão em seis meses. A situação permanece tensa, e o governo brasileiro está avaliando um plano de contingência para apoiar os setores afetados, focando em medidas de proteção ao emprego e linhas de crédito emergenciais.
Entre na conversa da comunidade