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Tarifa de Trump provoca desigualdade nas regiões brasileiras, revela estudo

Estudo da FGV aponta que Nordeste e Norte enfrentam altos riscos com taxação de produtos exportados para os EUA, enquanto Centro-Oeste se destaca com isenções

Tarifaço de Trump atinge regiões brasileiras de forma desigual e ameaça ampliar disparidades, aponta estudo (Foto: Reprodução/TV Globo)
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A proposta de taxação de 50% sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, anunciada por Donald Trump, gerou preocupações significativas nas relações comerciais entre os dois países. Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) analisou o impacto dessa medida, revelando que as consequências variam amplamente entre as regiões do Brasil.

O estudo indica que o Nordeste e o Norte enfrentam riscos altos devido à dependência de produtos primários, como frutas e camarões. Em contraste, o Centro-Oeste se destaca com isenções tarifárias significativas, onde 33,8% das exportações para os EUA não foram afetadas pela nova taxa. Essa região é fortemente ligada ao agronegócio, o que a torna menos vulnerável ao tarifaço.

No Sudeste, que concentra a maior parte das exportações brasileiras, o impacto é considerado de baixo a médio. Produtos como petróleo e café, que são cruciais para a economia local, conseguiram escapar da taxação. No entanto, o aço, um dos principais produtos exportados, já está sujeito à tarifa de 50% desde junho.

Impactos Regionais

O estudo da FGV também revela que o Sul é a região mais prejudicada, com apenas 4% de suas exportações isentas. A estrutura industrial da região, focada em móveis e calçados, não se alinha com os produtos que foram isentos. Já o Norte, com 17,4% de isenções, apresenta uma pauta menos diversificada, refletindo a necessidade de adaptação.

Os economistas alertam que os estados mais afetados devem buscar novos mercados para mitigar os efeitos negativos do tarifaço. Além disso, é essencial que o governo implemente políticas de incentivo específicas para cada região, visando reduzir as desigualdades que podem ser aprofundadas por essa nova realidade comercial.

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