O Hamas reafirmou neste sábado que não se desarmará sem a criação de um Estado palestino independente, desafiando uma das principais exigências de Israel para encerrar a guerra em Gaza. As negociações de cessar-fogo, mediadas pelo Catar e Egito, estão em um impasse desde a semana passada, sem avanços significativos.
O grupo, que controla Gaza desde 2007, declarou que não abrirá mão de seu direito à “resistência armada” enquanto não houver um Estado soberano com Jerusalém como capital. Israel, por sua vez, considera o desarmamento do Hamas uma condição essencial para qualquer acordo de paz. O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, já afirmou que um futuro Estado palestino poderia servir como uma plataforma para ameaçar a segurança de Israel.
Desde o início do conflito, em 7 de outubro de 2023, quando militantes do Hamas atacaram o sul de Israel, o cenário humanitário em Gaza se deteriorou drasticamente. O ataque resultou na morte de 1.200 israelenses e na captura de 251 reféns. A resposta militar de Israel causou a morte de mais de 60.000 palestinos e gerou uma crise humanitária sem precedentes na região.
Recentemente, mediadores internacionais, incluindo França e Arábia Saudita, propuseram um plano de solução de dois Estados, que inclui a entrega das armas do Hamas à Autoridade Palestina. No entanto, as divergências sobre a retirada militar israelense e outras questões permanecem sem resolução, mantendo a tensão entre as partes.
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