A agenda econômica do Brasil nesta segunda-feira (4) é marcada pela divulgação do Boletim Focus, às 8h25, e dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), às 14h30. O boletim é o primeiro após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15%, e traz projeções sobre inflação, crescimento do PIB e taxa de câmbio.
A produção industrial do Brasil cresceu 0,1% em junho, embora abaixo da expectativa de 0,4%. Em comparação anual, a produção caiu 1,3%, refletindo a pressão da política monetária restritiva e das tarifas de 50% impostas pelos EUA sobre produtos brasileiros. O mercado de trabalho, por sua vez, permanece sólido, e os dados do Caged devem fornecer mais informações sobre essa dinâmica.
Relações Internacionais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode discutir as tarifas comerciais com o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, que afirmou estar aberto a uma conversa. Essa possibilidade é relevante, pois as tarifas devem entrar em vigor na quarta-feira (7). A expectativa é que um telefonema entre os líderes possa influenciar o mercado e as relações comerciais entre os dois países.
Nos EUA, o Federal Reserve está sob pressão para considerar cortes de juros, especialmente após um relatório de emprego mais fraco. A situação é acompanhada de perto por investidores, que também aguardam a divulgação do índice de encomendas à indústria, um indicador importante da atividade econômica.
Desdobramentos no Setor
Entidades do consumo e varejo estão preparando um documento para o governo, detalhando os impactos do tarifaço e propondo medidas de apoio, como a suspensão da alta do IOF. A ministra Gleisi Hoffmann destacou a necessidade de avançar na taxação de grandes fortunas e bancos, visando uma melhor distribuição de renda.
Além disso, a Petrobras anunciou um aumento de 4,7% no preço do querosene de aviação, refletindo as oscilações do mercado. O cenário econômico continua desafiador, com a indústria enfrentando dificuldades e o governo buscando alternativas para mitigar os impactos das tarifas e da alta da Selic.
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