O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar o Departamento de Estatísticas de Trabalho (BLS) nesta terça-feira (5), acusando-o de manipular dados de emprego para beneficiar adversários políticos. Em entrevista à CNBC, Trump afirmou que os números foram alterados, citando uma revisão que teria retirado cerca de 900 mil vagas das estatísticas semanas após a divulgação inicial.
Trump alegou que os dados positivos divulgados “dias antes da eleição” ajudaram seu oponente, o presidente Joe Biden, e que, após sua vitória, houve revisões para baixo dos números. Ele descreveu o BLS como “antiquado” e “muito político”, sem apresentar evidências que sustentassem suas alegações. A CNBC destacou que as revisões dos números em 2024 foram divulgadas em agosto, muito antes do período eleitoral.
Críticas e Respostas
Economistas e ex-dirigentes do BLS já afirmaram que as revisões são uma prática normal no processo de aferição de dados e não indicam fraude ou interferência política. Durante a entrevista, Trump também foi questionado sobre a forte queda nos números do mercado de trabalho, que poderia estar relacionada à sua política anti-imigração. Em resposta, ele fez comentários pejorativos sobre imigrantes de países da África e da América Latina, chamando-os de “assassinos” e “mentalmente insanos”.
Trump afirmou que esses países “despejaram milhões de pessoas perigosas” nos Estados Unidos e que ele está trabalhando para removê-las. As declarações geraram controvérsia e reacenderam debates sobre a política de imigração do ex-presidente.
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