A Azul Linhas Aéreas anunciou a redução de suas operações em 13 cidades e o corte de 53 rotas com baixo desempenho, como parte de sua recuperação judicial iniciada em maio de 2023. A companhia busca reorganizar mais de US$ 2 bilhões em dívidas e aumentar a ocupação média dos voos, atualmente entre 80% e 82%, com a meta de alcançar 83%.
As mudanças na malha aérea incluem a redução da frota em mais de 35% e a diminuição de 10% nas decolagens diárias, passando de 931 para 836. A Azul pretende concentrar suas operações em hubs principais, como Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife, visando uma operação menos dependente de conexões. A empresa não divulgou quais cidades e rotas serão afetadas, mas já começou a implementar as alterações desde julho.
Motivos para as Mudanças
A companhia atribui os ajustes à alta nos custos operacionais, impactados pela crise global na cadeia de suprimentos e pela valorização do dólar. Além disso, a Azul enfrenta desafios relacionados à disponibilidade de frota e ao processo de reestruturação. A assistência aos clientes afetados pelas mudanças já foi providenciada.
A recuperação judicial da Azul, protocolada sob o Capítulo 11 da Lei de Falências dos EUA, visa proteger a empresa enquanto reorganiza suas finanças. A expectativa é que o processo se conclua entre dezembro de 2023 e fevereiro de 2026. A reestruturação da Azul segue o exemplo de outras companhias aéreas brasileiras, como Latam e Gol, que também recorreram a esse mecanismo para enfrentar dificuldades financeiras.
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