O Brasil saiu novamente do Mapa da Fome, conforme o relatório “O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo” da ONU. O país havia alcançado essa posição pela primeira vez em 2014, mantendo-a até 2018, mas enfrentou um retrocesso entre 2019 e 2021. Desde 2022, os índices de pobreza têm melhorado, permitindo a nova saída do mapa.
O índice de risco de fome caiu abaixo de 2,5%, o que é considerado um marco positivo. Apesar da comemoração, especialistas alertam para a necessidade de documentar as estratégias que possibilitaram essa recuperação. O Brasil já passou por esse ciclo de avanços e retrocessos, e a preocupação é se as políticas atuais são sustentáveis a longo prazo.
O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e universidades podem desempenhar um papel crucial na identificação das políticas públicas que foram eficazes. É fundamental que as lições aprendidas sejam acessíveis e compreensíveis para gestores públicos e a sociedade em geral. Isso permitirá que a população pressione por políticas que garantam direitos básicos.
A experiência do Brasil nos últimos anos destaca a importância de um projeto de futuro. É necessário um planejamento claro para evitar novas crises e garantir a coesão social. O país precisa de um compromisso contínuo para manter os avanços conquistados e evitar que a fome retorne. A documentação das estratégias e a identificação de ineficiências são passos essenciais para um futuro mais seguro e sustentável.
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