John Textor, proprietário da SAF do Botafogo e do Lyon, enfrenta uma crise financeira e jurídica envolvendo empréstimos entre os clubes da Eagle Football. A DNCG, órgão regulador francês, reprovou as contas do Lyon, complicando ainda mais a situação.
Textor cobra R$ 152 milhões em dívidas da Eagle, enquanto seus sócios exigem uma auditoria contábil para esclarecer as finanças. Um juiz decidiu congelar mudanças no controle da SAF do Botafogo, mantendo Textor à frente da operação. Novos pedidos de execução de valores estão previstos.
A disputa gira em torno dos empréstimos feitos entre os clubes da rede Eagle. Antes do rompimento, o “caixa único” era visto como essencial para a saúde financeira do grupo. Agora, Textor busca o pagamento de empréstimos do Botafogo ao Lyon e à própria Eagle. Seus sócios, que controlam a Eagle, alegam que o Botafogo também contraiu dívidas semelhantes e defendem a auditoria.
A SAF do Botafogo já enviou uma carta ao Lyon cobrando mais de 120 milhões de euros em empréstimos desde 2023, com um prazo de 30 dias para reembolso. Caso contrário, o clube buscará a via judicial. A Eagle contesta os valores e argumenta que sem a auditoria, não é possível determinar quem deve mais.
Além disso, a contabilidade entre os clubes apresenta inconsistências. O balanço financeiro do Botafogo não menciona um empréstimo de R$ 57 milhões ao Lyon, enquanto a carta da SAF indica um aporte de R$ 255,5 milhões ao clube francês em 2024. A situação financeira do Botafogo é preocupante, com recursos comprometidos para o ano inteiro.
A SAF alega que medidas de órgãos reguladores na França afetaram o funcionamento do caixa único, levando à necessidade de reembolso. O litígio atual é visto como uma estratégia de Textor para fortalecer sua posição em negociações futuras.
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