Nove cidades de Minas Gerais enfrentarão impactos severos devido a uma sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos, resultando em perdas estimadas de R$ 4,7 bilhões no PIB e 30 mil empregos. O levantamento foi realizado pela Associação Mineira de Municípios (AMM).
As cidades mais afetadas incluem Belo Horizonte e Sete Lagoas, que juntas respondem por 29% das exportações de ferro e aço do estado para os EUA. Mariana, Ouro Preto e Itabirito também sentirão os efeitos no setor de minérios de valor agregado, embora o minério de ferro bruto não esteja sujeito à sobretaxa. Araxá, conhecida pela produção de ferronióbio, precisará reduzir sua dependência do mercado norte-americano.
Contagem, um polo de transformadores elétricos e cerâmica refratária, poderá perder até 18% de seu PIB. Varginha e Guaxupé, destacados na exportação de café, enfrentam desafios, já que o setor representa um terço das vendas do estado para os EUA.
O presidente da AMM, Luís Eduardo Falcão, destacou que Minas Gerais está entre os três estados mais afetados pelo tarifaço, com perdas que podem ultrapassar R$ 20 bilhões, correspondendo a 2% do PIB estadual. A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) estima que o estado perderá R$ 510 milhões em renda.
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