A Braskem Idesa, subsidiária da Braskem no México, enfrenta sérios desafios financeiros, com uma dívida líquida de cerca de US$ 2 bilhões e problemas crônicos de abastecimento de etano pela Pemex, a petroleira estatal mexicana. A situação é crítica, especialmente com vencimentos de dívida se concentrando a partir de 2029, quando 44% dos compromissos, totalizando US$ 995 milhões, devem ser pagos.
Recentemente, a empresa construiu um terminal marítimo para importar matéria-prima, mas ainda depende da Pemex, que não tem cumprido os contratos. Apesar de a Braskem Idesa ter a capacidade de operar a 90%, a falta de etano tem limitado sua produção, que já chegou a operar com apenas 50% da capacidade. O corresponsável de research do banco BCP Securities, Arturo Galindo, destacou que a empresa está “bem no limite” em termos de liquidez, podendo sobreviver até 2029, mas sem margem para imprevistos.
A relação entre Braskem Idesa e Pemex tem sido marcada por dificuldades. A falta de fornecimento de etano impactou diretamente a produção, conforme relatado no balanço do segundo trimestre de 2025, onde a empresa registrou uma queda no volume de vendas de polietileno devido à menor disponibilidade de produto. A Braskem Idesa já discute diversas opções para enfrentar os desafios de sua estrutura de capital, mas a situação permanece delicada.
A empresa continua a monitorar o cenário, buscando alternativas para garantir a operação e evitar uma possível renegociação de sua dívida. A dependência da Pemex e os riscos associados à liquidez permanecem como os principais obstáculos para a Braskem Idesa nos próximos anos.
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