A Teka, tradicional fabricante de têxteis de Blumenau (SC), obteve um novo impulso em seu processo de recuperação judicial. Um acordo foi firmado entre a família Kuehnrich e o Alumni Fundo de Investimento, permitindo que a empresa, que enfrentou a decretação de falência em março de 2023, avance em sua reestruturação. O entendimento possibilitará à Teka levantar recursos para quitar dívidas trabalhistas, que somam R$ 205 milhões.
Pelo acordo, a família Kuehnrich disponibilizará imóveis de seu patrimônio, enquanto o Alumni, que assumiu a gestão da Teka após adquirir ações da gestora Buriti, ficará responsável pela elaboração de um novo plano de recuperação judicial. A Teka, que completará 100 anos em 2026, já foi uma das maiores fabricantes do Brasil nas décadas de 1970 a 1990.
Após a falência decretada, a Teka recorreu ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJ-SC), que suspendeu os efeitos da falência, apontando falhas na apuração do passivo de R$ 780,9 milhões e a falta de auditoria financeira. O acordo também encerra disputas judiciais relacionadas à assembleia geral ordinária de 2023, validando os votos do Alumni e encerrando litígios sobre a gestão da empresa.
Os advogados Ademir Cristofolini e Jonathan George Mondini representaram a família Kuehnrich, enquanto os escritórios Chiarottino e Nicoletti Advogados e Modesto Carvalhosa, Kuyven e Ronco Advogados atuaram em nome do Alumni FIP. A parceria é vista como um marco na busca por estabilidade financeira e na manutenção de empregos, além de reforçar o compromisso da Teka com seus credores e fornecedores.
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