Os trabalhadores da Boeing, representados pelo sindicato, estão prestes a votar um acordo provisório após mais de dois meses de greve. A votação ocorrerá na sexta-feira e é resultado de negociações que visam melhorar as condições salariais e restaurar o bônus de assinatura.
O acordo, que terá validade de cinco anos, promete salários melhores e a devolução do bônus de assinatura, conforme anunciado pela International Association of Machinists and Aerospace Workers Union. Os detalhes específicos do novo contrato ainda não foram divulgados, mas a expectativa é alta entre os mais de 3.000 membros do sindicato, que paralisaram suas atividades desde o início de agosto.
Os trabalhadores em greve, que atuam principalmente na montagem e manutenção de caças F-15 e sistemas de mísseis, haviam rejeitado uma proposta anterior que incluía um aumento salarial de 20% e um bônus de 5.000 dólares. Esta greve é a primeira em quase 30 anos na divisão de defesa da Boeing.
Contexto da Greve
Antes do início da greve, o CEO da Boeing, Kelly Ortberg, minimizou os impactos de uma possível paralisação, afirmando que a empresa conseguiria gerenciar a situação. No entanto, a companhia já começou a contratar novos trabalhadores para suprir a demanda na unidade de defesa, o que indica a gravidade da situação.
A greve atual segue um período conturbado para a Boeing, que enfrentou uma greve de mais de 32.000 trabalhadores na construção de aeronaves comerciais no ano passado. A expectativa é que a votação do novo acordo traga alívio tanto para os trabalhadores quanto para a empresa, que busca estabilizar suas operações.
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