As stablecoins estão se consolidando como uma alternativa digital relevante, especialmente no Brasil, onde devem complementar o Pix. Bruno Grossi, do Inter, destaca que esses ativos digitais, conhecidos como “dólar digital”, têm potencial para facilitar pagamentos transfronteiriços e atrair investidores internacionais.
Em entrevista à EXAME, Grossi afirmou que as stablecoins não substituirão o Pix, que já é um sucesso. Ele acredita que a tecnologia do Pix, que permite transações instantâneas, é difícil de superar. No entanto, as stablecoins podem ser utilizadas em situações onde o Pix não é viável, ampliando as opções de pagamento.
Regulação e Expectativas
A regulação é um fator crucial para o futuro das stablecoins. Nos Estados Unidos, o Genius Act foi aprovado em julho, estabelecendo diretrizes para esses ativos. No Brasil, o Banco Central deve apresentar regras específicas até o final do ano, enquanto um projeto de lei sobre stablecoins está em tramitação no Congresso Nacional.
Grossi também ressaltou que as stablecoins podem ser atreladas a diversos ativos, como moedas fiduciárias e commodities. Ele mencionou a importância da tokenização, que envolve o registro de ativos em redes blockchain, como um passo essencial para a expansão desse mercado.
Oportunidades no Mercado
O executivo acredita que a popularização das stablecoins está ligada ao crescimento das finanças descentralizadas (DeFi), que oferecem produtos financeiros ainda inacessíveis para grande parte da população. Com a educação financeira adequada, a expectativa é que mais pessoas possam investir e aproveitar as oportunidades que esses ativos oferecem.
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