O petróleo disparou mais de 6% nesta quinta-feira (10) e atingiu o maior nível desde maio, em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio. O Brent, principal referência internacional para o preço do petróleo, subiu 6,34% e fechou a US$ 107,63 por barril. Durante o pregão, chegou a superar US$ 108.
O WTI, referência do mercado norte-americano, avançou 6,69% e encerrou a sessão a US$ 102,48 por barril. A alta ocorre diante do aumento dos ataques contra navios na região e das restrições ao transporte de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Os houthis, grupo alinhado ao Irã, também assumiram o controle do porto de Mocha, no Iêmen, aumentando a preocupação com o transporte de cargas.
O mercado ainda acompanha a possibilidade de novos ataques dos Estados Unidos contra o Irã, o que pode aumentar os riscos para o abastecimento de petróleo.
A China, maior importadora mundial da commodity, também aumentou as compras nas últimas semanas, segundo analistas do ING.
No Brasil, o governo anunciou medidas para reduzir o impacto da alta dos combustíveis. Na quarta-feira (9), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou de R$ 0,44 para R$ 0,63 por litro o subsídio relacionado à gasolina e zerou os tributos sobre o etanol hidratado, com redução de R$ 0,19 por litro.
Uma medida provisória também autorizou R$ 1 por litro de subsídio ao diesel, que se soma aos R$ 1,12 já previstos até 26 de setembro. Após a redução dos tributos, a Petrobras encerrou um desconto de R$ 0,44 por litro na gasolina A e passou a vender o combustível às distribuidoras por R$ 3,05 por litro.
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