Norman Keevil Jr., fundador da Teck Resources, agora apoia uma fusão com a Anglo American, criando uma mineradora avaliada em US$ 60 bilhões. Essa mudança de postura ocorre após a rejeição, há dois anos, de uma proposta de aquisição da Glencore, quando Keevil priorizou a identidade canadense da empresa.
A fusão, que promete manter a sede em Vancouver, visa garantir um investimento de 4,5 bilhões de dólares canadenses (US$ 3,3 bilhões) no Canadá ao longo de cinco anos. Keevil, que tem se distanciado das operações diárias, desempenhou um papel crucial nas negociações, assegurando que a estrutura do acordo preservasse a marca Teck. O acordo foi descrito como um “negócio de prêmio zero”, em contraste com a proposta anterior da Glencore, que incluía um prêmio de 20%.
O primeiro-ministro da Colúmbia Britânica, David Eby, elogiou a fusão, considerando-a uma oportunidade significativa para a província e o país. Keevil, que começou sua carreira ao lado do pai, tem se mostrado preocupado com a possibilidade de perder o controle da empresa, especialmente com a redução de sua influência acionária até 2029.
A Teck, que já atraiu o interesse de gigantes como Glencore e BHP, busca solidificar sua posição no mercado de cobre. A fusão com a Anglo American representa um passo importante para Keevil, que sempre defendeu a importância de manter a Teck como uma empresa canadense. As negociações, que enfrentaram interrupções, foram finalmente concluídas com a aceitação das exigências de Keevil, incluindo a manutenção da sede em Vancouver.
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