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Dólar baixo aumenta concorrência da indústria paulista de embreagens com a China

Dólar em baixa pressiona Modefer, que enfrenta concorrência chinesa e vê planos de expansão internacional comprometidos

Homem em traje de negócios fala ao microfone, com tela ao fundo exibindo gráfico em tendência de alta (Foto: Reprodução)
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O dólar atingiu seu menor valor em um ano na segunda-feira, 15, impactando diferentes setores da economia brasileira. Enquanto o setor farmacêutico celebra a queda, a Modefer, fabricante de peças para veículos comerciais, enfrenta desafios com a concorrência internacional, especialmente de empresas chinesas.

A Modefer, com quase quatro décadas de atuação e sede em Barueri, São Paulo, é referência no fornecimento de embreagens e hélices. O CEO da empresa, Hermes dos Santos Filho, destaca que a queda do dólar permite que concorrentes importem produtos a preços mais competitivos, pressionando o mercado nacional. “Quando o dólar cai, eles conseguem trazer produtos de fora a preços mais acessíveis”, afirma.

Com 99% da produção nacional, a Modefer importa apenas chips e bimetal, limitando o impacto da queda do dólar sobre seus custos. No entanto, a redução do câmbio afeta diretamente as vendas, que ocorrem diariamente. “A queda do dólar já está nos afetando”, diz Hermes. A empresa, que possui mais de 800 parceiros comerciais na América do Sul, vê suas exportações perderem atratividade, dificultando planos de expansão.

Desafios da Concorrência

A pressão da concorrência chinesa se intensifica, pois produtos importados se tornam mais acessíveis. A diferença cambial atua como um subsídio indireto, tornando a competição ainda mais desafiadora para a Modefer. “O dólar mais alto é favorável, pois fortalece nossas exportações para o Mercosul”, explica Hermes.

A Modefer estava em fase de expansão para outros países da América Latina, mas a queda do dólar dificultou esse projeto. A empresa aposta na Modefer Academy, um programa de capacitação para distribuidores e mecânicos, como estratégia para enfrentar a concorrência. “Esse trabalho na ponta nos dá margem para competir até que o dólar se estabilize”, conclui Hermes.

O cenário atual apresenta um dilema para a Modefer: enquanto o mercado interno se torna mais competitivo com a entrada de peças importadas, a empresa precisa se adaptar para manter sua posição no setor.

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