A sobretaxa de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras revela vulnerabilidades em estados do Norte, como Amazonas e Amapá, que dependem fortemente do mercado americano. A ApexBrasil identificou que 10% das exportações do Amazonas e Amapá são destinadas aos EUA, com produtos como eletroeletrônicos e frutas processadas sendo os mais afetados.
O estudo da ApexBrasil mapeou 195 produtos impactados pelas tarifas, destacando a necessidade de diversificação das exportações. Para o Amazonas, novas oportunidades foram identificadas em países como Paraguai, Argentina, França, Espanha, Itália e China, especialmente para autopeças e madeiras tropicais. O Amapá, por sua vez, pode explorar mercados na Austrália, Países Baixos, Japão e Emirados Árabes Unidos.
Alternativas de Mercado
Além do Amazonas e Amapá, outros estados também buscam alternativas. O Pará tem potencial em Japão, Coreia do Sul, Alemanha e Espanha, focando em ferro fundido e sucos. O Acre pode se beneficiar na União Europeia, Canadá e Austrália, enquanto Rondônia mira mercados como França e Malásia para madeiras compensadas. Roraima aposta em Bélgica, Chile e África do Sul, especialmente no setor de fertilizantes.
A ApexBrasil, sob a liderança de Jorge Viana, está mapeando as cadeias produtivas mais expostas às tarifas americanas. O objetivo é reduzir riscos e inserir produtos brasileiros em novos mercados. A iniciativa faz parte do Plano Brasil Soberano, que visa mitigar os efeitos da sobretaxa, oferecendo apoio a empresas e estimulando novos investimentos.
Impacto Econômico
Os EUA representaram US$ 40,4 bilhões em compras do Brasil em 2024, correspondendo a 12% da pauta exportadora nacional. A nova ordem executiva de Trump, publicada em julho, ameaça a competitividade de setores estratégicos. Segundo Gustavo Ribeiro, gerente de Inteligência de Mercado da ApexBrasil, o estudo serve como um guia prático para gestores públicos e empresas, ajudando na tomada de decisões em um cenário de instabilidade comercial.
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