As novas projeções do Banco Central (BC) indicam que a inflação deve permanecer acima da meta de 3% até o primeiro trimestre de 2028. Essa atualização foi divulgada no Relatório de Política Monetária nesta quinta-feira. Além disso, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2023 foi revisada de 2,1% para 2%, refletindo os impactos do tarifaço de Donald Trump.
A expectativa de inflação piorou em relação ao relatório anterior, de junho, quando se previa que o índice ficaria acima da meta até o final de 2027. Agora, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deve ultrapassar o limite de tolerância de 4,5%. A probabilidade de que a inflação exceda esse limite aumentou para 71% em 2025.
Cenário Monetário
O Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou que a Taxa Selic deve permanecer em 15% por um “período bastante prolongado”. O Copom destacou que o cenário atual é marcado por elevada incerteza, exigindo cautela na condução da política monetária. A expectativa é que a inflação permaneça fora da faixa de tolerância até o final deste ano, com uma projeção de 4,8%.
O BC também observou que a probabilidade de descumprimento da meta não implica em risco imediato, pois isso ocorreria apenas se a inflação ficasse acima do limite por seis meses consecutivos. No entanto, a autoridade monetária já enfrentou um descumprimento em junho, quando o IPCA acumulado foi de 5,35%.
Medidas e Compromissos
Para mitigar os riscos inflacionários, o BC tem implementado medidas visando reconduzir a inflação à meta. O relatório enfatiza que as decisões do Copom têm sido contracionistas, considerando os efeitos defasados da taxa de juros sobre a atividade econômica. O BC reafirma seu compromisso com a meta de 3%, buscando assegurar a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante.
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